Capítulo 29

Eu não aguentei mais.

Quando ele parou pra respirar, interrompi, voz baixa, pesada, olhos fixos nos dele:

— Você quer me comer?

O silêncio caiu pesado no quarto. Ele piscou, boca entreaberta, olhos escurecendo. O notebook continuou aberto, tela brilhando, mas ninguém olhava mais pra ela.

Meu corpo tremia inteiro. A mão ainda dentro do jeans, dedos parados no clitóris latejando. Eu não tirei, continuei me tocando, a ansiedade da resposta quase me fez gozar na frente ele.

Ele se virou para mim na cadeira, devagar, como se o corpo dele ainda não acreditasse no que os olhos viam. O rosto dele congelou quando percebeu o que eu estava fazendo. A mão ainda dentro do jeans, os dedos brilhando de molhado, o cheiro doce e quente subindo no ar entre a gente. Eu tirei a mão devagar, sem pressa, e estendi pra ele, mostrando.

— Olha…

Meus dedos estavam encharcados, parecia cola de isopor. O líquido escorria devagar entre o indicador e o médio, brilhando sob a luz do teto. Meu corpo inteiro tremia de leve, as coxas apertadas uma contra a outra, o jeans aberto na frente, a calcinha puxada pro lado.

Ele ficou atônito. Boca entreaberta, olhos escurecendo, respiração parando por um segundo. Não era choque de nojo. Era choque de desejo. Ele engoliu seco, o pomo de adão subindo e descendo, e então — sem dizer nada — pegou minha mão. Os dedos dele quentes envolvendo os meus, levando até a boca dele. Abriu os lábios e começou a lamber. Devagar no começo, língua plana passando pela palma, depois entre os dedos, chupando cada um como se quisesse provar tudo. O som molhado, a sucção leve, o calor da boca dele envolvendo meus dedos encharcados. Ele chupava forte, olhos fixos nos meus, gemendo baixo na garganta, o pau dele endurecendo visivelmente dentro da calça.

Eu não aguentei. Estiquei a mão livre e coloquei por cima da calça dele, sentindo o pau duro, quente, pulsando contra a palma. Apertei de leve, sentindo o volume, o calor, a forma grossa esticando o tecido. Ele gemeu mais alto, a boca ainda cheia dos meus dedos, a língua rodando, lambendo o gosto de mim. Ele se levantou da cadeira de repente, o corpo colando no meu, a mão dele indo pro meu pescoço, me puxando pra um beijo.

A boca dele veio faminta, língua invadindo, salgado do meu próprio gosto misturado com saliva. Eu não beijei de volta com força — deixei ele fazer. Só abri a boca, deixei ele entrar, deixar ele me devorar. A mão dele desceu, apertando meu seio pequeno por cima da camiseta, o bico endurecendo na hora, doendo de tesão. A outra mão foi pro meu jeans aberto, dedos invadindo por baixo da calcinha, encontrando o clitóris inchado e esfregando forte, rápido, como se soubesse exatamente o que eu precisava.

Eu gemi na boca dele, baixo, rouco, o corpo mole contra o dele, deixando ele me tocar, me beijar, me levar. O tesão era tanto que eu sentia as pernas fraquejarem. O molhado escorrendo pelas coxas, o cheiro de sexo preenchendo o quarto, o pau dele pulsando contra minha mão por cima da calça. Ele me empurrou de leve contra a parede, a boca descendo pro meu pescoço, mordendo de leve, lambendo a pele, enquanto os dedos dele entravam na minha buceta molhada, dois de uma vez, curvando pra dentro, batendo no ponto que me fazia ver estrelas.

Eu não mexi quase nada. Só recebi. Deixei. O corpo inteiro tremendo, o orgasmo subindo rápido, quente, inevitável. Eu ia gozar na mão dele, ali mesmo, encostada na parede do meu quarto, com o Lucas me comendo com os dedos e a boca no meu pescoço.

Os dedos dele dentro de mim aceleraram. Dois dentro, o polegar circulando o clitóris com pressão exata. O prazer subiu rápido, apertado, inevitável. Meu ventre contraiu forte, a buceta apertando em volta dos dedos dele, pulsando ritmada. Gozei na mão dele. O corpo travou por um segundo inteiro, depois tremeu em ondas profundas, molhado escorreu como um rio, pingando no chão do quarto. Um gemido rouco escapou baixo, abafado contra o seu ombro, as costas arqueando sozinhas, os seios pequenos roçando na camiseta dele. O orgasmo durou segundos que pareceram minutos — espasmos vazios, o clitóris latejando sensível, o vazio preenchido por um segundo antes de voltar maior.

Quando o tremor passou, eu me abaixei devagar, sem falar nada. Ajoelhei na frente dele. Puxei o zíper da calça dele com dedos ainda trêmulos, abri o botão, baixei a cueca junto. O pau saltou pra fora — pequeno, fino e curto. A cabeça rosada minúscula. Aquele seria o primeiro pau pequeno que eu ia pegar na vida. Só sabia que queria na boca. Encostei os lábios na cabeça, lambi devagar, provando o gosto salgado, amargo. Coloquei na boca inteiro de uma vez — cabia fácil. Chupei forte, engolindo tudo, a garganta relaxada, o nariz encostando na virilha dele. Ele gemeu alto, mão no meu cabelo, segurando o rabo de cavalo sem puxar.

Eu subi e desci devagar, depois mais rápido, saliva escorrendo pelos cantos da boca, molhando o queixo. Ele tremia inteiro, coxas duras, gemendo rouco.

Quando viu que ele ia gozar, me puxou pra cima, mãos tremendo. Tiramos a roupa rápido — camiseta, jeans, calcinha, tudo caindo no chão. Ele me levou pra cama, mas antes eu me virei e olhei pra ele, voz baixa, rouca, pesada de tesão.

— Como você quer me comer?

A resposta para essa pergunta, quando feita a um homem, é sempre a mesma: de quatro.

Ele não falou nada. Só me virou devagar, mãos firmes nos meus quadris magros, me colocando de joelhos na cama. Eu me apoiei nos cotovelos, bunda empinada, pernas um pouco abertas, o corpo mole de tesão e espera. Não falei nada, não pedi nada. Só deixei. Era assim que eu gostava — passiva, recebendo, sem esforço.

Ele se ajoelhou atrás de mim. Senti o calor da respiração dele primeiro, quente e úmida batendo direto na pele exposta. Depois a língua. Lenta, plana, lambendo de baixo pra cima, da entrada até o clitóris inchado. Eu suspirei baixo, rouca, o corpo tremendo de leve. Ele separou os grandes lábios com os polegares, abrindo tudo, e chupou devagar, sugando o clitóris inteiro, depois lambendo em voltinhas rápidas. O molhado escorria, pingando no lençol, o som pornográfico enchendo o quarto vazio.

E então veio algo novo.