Capítulo 30
A língua dele subiu mais. Passou pela entrada, circulou ali, depois desceu um pouco mais. Roçou o cu. Leve, hesitante no começo, só a pontinha da língua circulando a entrada apertada, explorando. Eu congelei por um segundo, o corpo inteiro dando um estalo diferente. Ninguém nunca tinha feito isso. Nem eu mesma tinha pensado nisso. Mas o calor que subiu foi imediato — uma onda quente que veio do cu, passou pela barriga, apertou os seios pequenos, arrepiou a nuca. Era estranho e bom, muito bom.
Ele continuou chupando a buceta, língua entrando e saindo, sugando o clitóris, mas agora o polegar circulava o cu ao mesmo tempo, pressão leve, molhado do meu próprio molhado. Cada roçada mandava uma fisgada nova, diferente, que se misturava com o prazer da língua na buceta. Eu gemi mais alto, sem querer, o corpo tremendo, quadril empinando sozinho pra buscar mais. O cu piscava em volta do polegar dele, apertando e soltando, como se quisesse puxar pra dentro. O tesão era outro — mais profundo, mais sujo, mais intenso.
Eu pensei, enquanto tremia e recebia tudo: isso pode ser bom... O corpo inteiro respondendo, o vazio preenchido de um jeito novo, o prazer subindo em camadas que eu não conhecia. Ele chupava mais forte agora, a língua cobrindo tudo, polegar pressionando o cu sem entrar, só circulando, e eu sentia que ia gozar de novo, de um jeito forte. De um jeito que nunca tinha sentido.
Ele me ajeitou de quatro na cama, mãos firmes nos meus quadris magros, mantendo a bunda empinada, pernas um pouco abertas, o corpo mole e quente esperando.
Ele se posicionou atrás, o pau pequeno roçando na entrada molhada. Entrou de uma vez, devagar no começo, depois mais forte. Meteu firme, esforçado, o corpo dele batendo contra o meu, o som da pele contra pele enchendo o quarto vazio. Era gostoso e excitante. O atrito quente, o pau deslizando pra dentro e pra fora, preenchendo um pouco, roçando as paredes internas. Mas não dava conta. Não chegava fundo o suficiente e não tinha grossura. Não batia no lugar certo. Era como coceira que não alivia — bom, mas insuficiente. O tesão crescia, mas o vazio ficava, o clitóris latejando sem ser tocado direito, a buceta apertando em torno de algo pequeno demais pra satisfazer.
Eu gemia baixo, rouca, o corpo tremendo a cada estocada, mas o prazer era raso, periférico. Ele acelerava, suava, gemia alto, mãos apertando minha cintura, tentando ir mais fundo, mais forte. Mas não mudava. Não chegava lá.
Então eu virei o rosto de lado, voz animal, pesada, saindo da garganta como um rosnado:
— Enfia o dedo inteiro no meu rabo.
Ele parou por um segundo, pau ainda dentro de mim, pulsando. Depois obedeceu. Cuspiu na mão, molhou o dedo médio, circulou a entrada apertada do cu devagar, testando. Eu empinei mais a bunda, abrindo espaço. Ele pressionou. Entrou. Centímetro por centímetro, o dedo deslizando quente, apertado, preenchendo o cu inteiro. A sensação foi imediata: uma pressão cheia, profunda, diferente. O cu apertando em volta do dedo, pulsando, o corpo inteiro dando um estalo novo. O pau pequeno na buceta, roçando as paredes, e o dedo no cu, curvando de leve, pressionando contra a parede fina que separava os dois.
Era demais. Sensorial. O pau deslizando pra dentro e pra fora, molhado, quente, o atrito suave mas insuficiente sozinho. O dedo no cu, cheio, grosso, mexendo devagar, depois mais rápido, batendo no ponto que mandava ondas elétricas subirem pela espinha. O cu piscava em volta do dedo, apertando e soltando, o prazer vindo de dois lugares ao mesmo tempo — superficial na buceta, profundo no cu. O corpo tremia inteiro, as coxas fraquejando, os seios pequenos balançando a cada estocada, os bicos duros roçando no lençol. O molhado escorria pelas coxas, pingava no colchão, o cheiro de sexo preenchendo o ar — suor, molhado, tesão puro.
Ele acelerou. Pau metendo forte, dedo entrando e saindo ritmado e ardido. O orgasmo veio rápido, violento. Primeiro uma contração forte no cu, apertando o dedo dele como se quisesse prender. Depois a buceta pulsou em espasmos vazios, apertando o pau pequeno, ordenhando ele. O clitóris latejou sem ser tocado, o prazer explodindo da barriga pros peitos, pra nuca, pras pernas tremendo. Gozei gritando baixo, rouco, o corpo travando, depois convulsionando em ondas profundas, molhado jorrando, escorrendo pelos dedos dele, pelo pau, pingando no lençol. As costas arquearam, os quadris empurraram pra trás sozinhos, querendo mais, mais fundo, mais forte.
Ele tinha gozado junto comigo, no meio do meu orgasmo eu nem percebi. Ficamos ali parados, eu ainda de quatro, corpo mole e tremendo, ele atrás de mim, ofegante, o pau amolecendo devagar dentro da buceta que ainda pulsava em espasmos vazios. O silêncio era pesado, só a respiração dele e a minha, o cheiro de sexo forte no ar, molhado escorrendo pelas minhas coxas, pingando no lençol. Eu morria de vergonha de falar alguma coisa. Acabava de me oferecer como uma vadia, de pedir dedo no cu, de gozar gritando baixo como se fosse a coisa mais natural do mundo. E ele só sorria. Um sorriso bobo, satisfeito, olhando pro teto como se tivesse ganhado na loteria.
Eu olhava pro rosto dele de lado e sabia que ele estava pensando na namorada. Logo logo ia abrir a boca pra comentar algo sobre ela. Tipo “ela não faz isso”, ou “ela não goza assim”. E eu lembrei do Gustavo, daquele dia na casa do Fabiano. Basicamente eu não precisaria escolher muito pra ter homem se fosse só sexo. Era só oferecer. E aquele poder — de decidir quando, como, com quem — me deu uma sensação enorme de existir. De valer alguma coisa. De mandar.
Então ele soltou, voz baixa, rindo e ainda ofegante enquanto nos deitávamos lado a lado:
— Nossa, eu tô surpreso, você fode pra caralho, Nicole. Podia dar umas dicas pra ela.
Ouvir aquilo foi cruel comigo.
Eu nunca gostei de grosseria, de confronto, mas a sensação de poder subiu pra cabeça e eu dei um tiro no meu pé. Virei de lado, peguei a ponta do pau dele com os dedos como se tivesse nojo — estava todo gozado e molhado de mim, viscoso, quente — olhei nos olhos dele e soltei:
— Amor, não é que ela seja chata. Ela provavelmente só não gosta de foder com você porque seu pau é tipo… muito pequeno. Eu sou apertada e dentro de mim eu quase não sentia ele.
Na hora eu me arrependi. O ar ficou gelado. Ele levou na risada — uma risada forçada, curta —, mas a cara de nervoso e chateado era visível. Os olhos escureceram, o sorriso morreu nos cantos da boca, o corpo inteiro ficou tenso.
— Mas eu sei chupar e dedar muito bem, ela não reclama. Você não gostou?
Ela de novo...
Verdade. Ele tinha uns dedinhos bons demais. Mas eu não sei o motivo — talvez do tanto que eu ouvia falar dessa garota, talvez da vontade de espezinhar ele, de mostrar que eu era melhor, que eu mandava — eu continuei:
— É, tem que compensar de alguma forma, né?
Ele disfarçou e se levantou rápido, pegou a cueca no chão, murmurou um “já volto” e foi pro banheiro. Demorou horrores, da cama eu ouvia a torneira correndo, o barulho de papel higiênico e descarga. Quando voltou, se vestiu rapidamente, salvou o arquivos no computador e enviou para o seu email.
— Termino sozinho em casa e coloco teu nome. Pode ser?
Ele não olhou diretamente mais e nem deu um sorrisinho. Só pegou a mochila e saiu.
A porta se fechou atrás dele com um clique suave. O quarto ficou vazio, o lençol manchado, o cheiro de sexo ainda no ar e o corpo mole e satisfeito, mas o peito apertado de arrependimento.
Eu me deitei de lado, nua, olhando pro teto. O orgasmo tinha sido forte, o dedo no cu tinha sido novo e bom, mas agora só sobrou o vazio maior, e nem era o vazio de sempre, eu tinha magoado uma pessoa que eu gostava e nem sabia o motivo de ter feito aquilo.
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