Capítulo 32

Era a aposta mais certeira. Ele sabia que eu dava pro Fabiano. Todo mundo no condomínio sabia, ou pelo menos suspeitava. E eu não sabia se queria dizer pra ele que eu tinha dado pro Lucas, o colega da escola. Então respondi curto, sem olhar pra ele, dobrando uma calça velha que nem cabia mais.

— Não dei não, mas eu queria tentar.

As palavras saíram baixas, meio engasgadas. Eu sentia o rosto quente, o coração batendo forte no peito. Eu falava de sexo anal com o meu irmão, no meio do nosso antigo quarto, enquanto a mãe gritava da cozinha sobre o jantar. Era loucura. Mas eu não conseguia parar de pensar nisso desde o dedo do Lucas. A pressão cheia, o estalo novo, o prazer vindo de um lugar que eu nem sabia que existia. E doía, sim, ardia, mas também era bom. Muito bom e eu queria mais. Queria sentir de novo, mas sem o medo de doer tanto.

Ele parou de dobrar a camisa. Ficou me olhando. Não disse nada de imediato. Só olhou. Aquele olhar sugestivo que eu conhecia bem — olhos escuros, meio semicerrados, boca entreaberta como se estivesse pensando mil coisas ao mesmo tempo. "Ei, eu tento com você se quiser!" Ele não precisava falar. Eu entendia o meu irmão, só de olhar. O ar no quarto ficou mais pesado, quente, como se o silêncio tivesse cheiro de sexo. Eu não confirmei nada pois não tinha coragem, mas também não disse não.

Então, meio que confirmando sem confirmar, falei baixinho, olhando pro chão:

— Eu morro de vergonha de comprar lubrificante. Você compra pra mim na farmácia?

Ele não respondeu na hora. Só deu um sorriso torto, daqueles que começavam no canto da boca e subiam pros olhos. Assentiu devagar, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Claro que compro.

Ele não perguntou por quê. Não precisou, a gente sabia. Ele entendia que tinha altas chances de ser ele quem ia usar aquilo comigo. No nosso quarto, à noite, quando a mãe dormisse. Ou talvez não precisasse esperar tanto. O olhar dele dizia tudo: ele queria e estava agitado para isso, e eu, não precisaria esperar o Fabiano ou arrumar outro garoto.

Voltei a dobrar as roupas, as mãos tremendo um pouco. O clitóris latejou baixo, só de imaginar. O cu apertou sozinho, como se lembrasse do dedo. E a ideia de tentar fazer aquilo mais tarde com o meu irmão me deixava doida. O corpo inteiro quente, inquieto, o jeans largo roçando de leve na pele sensível a cada movimento, o tecido úmido grudando na entrada. Eu sentia ela ferver.

— Jonathan…

— Oi…

— Eu tô com muito tesão com a ideia de fazer isso. — Falei sem me reconhecer.

Ele congelou com a camisa na mão. Olhou pra porta do quarto, depois pra mim. Fez um sinal rápido pra eu esperar, saiu pro corredor em silêncio, espiou a cozinha e voltou. A mãe devia ter ido na vizinha. Quando ele fechou a porta com cuidado, o ar no quarto mudou. Ficou mais denso, mais quente, como se o silêncio tivesse peso.

— Eu também ia ser foda. Eu fiquei com muito tesão também.

A voz dele saiu rouca, baixa, os olhos escuros fixos nos meus. Eu via o volume na calça dele crescendo de novo, devagar, sem ele nem precisar tocar. Meu coração disparou. O clitóris pulsou forte, o cu piscou involuntariamente.

— Nicole, vai no banheiro e se alivia, de noite a gente faz.

— Só que eu não consigo esperar.

Passei a mão por dentro do jeans devagar, sem tirar os olhos dele. A calcinha já encharcada, grudando na pele. Enfiei dois dedos entre os grandes lábios, deslizei no molhado, circulei o clitóris uma vez só pra sentir o estalo. Tirei a mão e mostrei pra ele. Os dedos brilhando, o líquido brilhando entre eles, grosso, transparente, com cheiro doce e quente que subia no ar entre a gente.

Ele olhou surpreso com a intimidade que eu revelava. Os olhos escureceram mais, a respiração dele acelerou. Ele deu um passo pra perto, o corpo quase colando no meu, mas sem tocar ainda.

— E você quer fazer o quê? Mamãe vai voltar? Quer ir embora pra casa?

— Não dá, se a gente voltar ela vai ficar triste demais e chateada com a gente.

— Vai no banheiro e toca uma — falou ele, dando a solução, voz baixa, mas já tremendo de tesão.

— Não, dá, eu preciso de mais… me chupa me dedando, faz daquele jeito só que com força pode ser? Eu deixo você enfiar o dedo atrás.

O silêncio caiu pesado. Ele engoliu seco, o pomo de adão subindo e descendo. Olhou pra porta mais uma vez, depois pra mim. O pau dele agora marcava forte na calça, pulsando visivelmente. Eu sentia uma cachoeira descendo e o cu apertando de antecipação.

Ele não respondeu com palavras. Só assentiu devagar passando a chave na porta enquanto eu abria a calça.

Eu baixei a calcinha e o cheiro de sexo molhado invadiu o quarto imediatamente — doce, azedo, quente, denso, como se todo o desejo acumulado do dia tivesse se condensado ali, entre minhas coxas. A calcinha grudou na pele úmida antes de descer, deixando um fio transparente e grosso se esticando entre o tecido e os grandes lábios inchados. Calça e calcinha presas nos joelhos, jeans embolado, eu me encostei contra a porta, as costas sentindo a madeira fria contrastar com o calor que subia da barriga. As pernas tremiam levemente, o clitóris latejando exposto no ar, pulsando a cada batida acelerada do coração.

— Levanta a blusa pra eu chupar seu peito, irmã?

— Não dá, se minha mãe vier, vai ser mais uma coisa pra eu arrumar e esse sutiã embola.

Ele se ajoelhou na minha frente sem discutir. O ar quente da respiração dele bateu primeiro — úmido, rápido, roçando os grandes lábios abertos, fazendo o clitóris dar um pulo involuntário. Eu empinei a virilha pra frente, o monte de Vênus recém-aparado brilhando de umidade, os lábios rosados se abrindo sozinhos com o movimento, revelando a entrada contraída e escorregadia. Não teve preliminares. Eu estava pronta. Molhada demais e inchada demais, querendo demais. No primeiro contato da boca dele eu já ordenei, voz baixa e rouca, quase um rosnado:

— Vai forte. Não enrola.