Capítulo 37

Eu senti o pau dele endurecer na minha boca, devagar no começo, depois rápido demais. Era gostoso pra caralho: molinho ainda, a pele solta dançando em volta da carne macia, escorregando fácil na língua, e de repente ficando grosso, pesado, enchendo a boca inteira até encostar no céu da boca. Eu sei que é coisa da minha cabeça, mas o cheiro mudava mesmo — ficava mais forte, mais quente, mais dele. O saco subiu, endureceu e encheu. Sempre bem aparado, num tom marronzinho claro quase rosado, sem marca nenhuma na pele, só aqueles pelinhos baixinhos e ralinhos que roçavam nos meus lábios quando eu lambia ali embaixo. Cada lambida no saco era um “ai” baixo que ele soltava, rouco, segurando meu rabo de cavalo sem puxar.

— Nicole… vou te ensinar a bater punheta — falou ele rindo, o maior punheteiro da face da terra.

Eu ri também, boca ainda cheia, o som saindo abafado.

— Me ensina, vai. Como é? — falei, tirando a boca devagar e dando batidinhas leves com a cabeça do pau no meu rosto, sentindo o calor e o peso bater na bochecha. — A minha deve ser péssima.

Ele pegou o tubo de lubrificante, abriu com os dentes e derramou generosamente no pau já duro. O gel escorreu grosso, transparente, caindo em fios frios que escorreram pela pele esticada. Ele entregou o pau pra mim.

— Vai, pega e espalha.

Quando toquei, nossa… o gel frio misturado com o calor dele me deixou doida na hora. Minha mão deslizava lisa, escorregadia e quente. Corria da cabeça inchada até a base sem esforço nenhum, a pele que cobria descia e subia fácil, como se fosse feita pra isso. O pau pulsava na palma, veias salientes roçando nos meus dedos.

— Lubrificado assim você pode apertar mais que não dói, entendeu? — ele explicou, voz baixa, pesada.

Eu assenti, olhos grudados no pau brilhando de gel. Ele segurou minha mão por cima da dele, guiando devagar.

— Aperta firme na base… assim… e sobe devagar até a cabeça. Não corre, vai sentindo. Quando chegar na cabeça, aperta um pouco mais, gira a palma em volta da glande. Isso...

Eu obedeci, maravilhada. A sensação era nova — lisa, quente, escorregadia. O pau pulsava forte na minha mão, a cabeça inchando mais a cada subida. Ele gemia baixo, olhos semicerrados.

— Agora mais rápido… mas não solta a base. Segura firme aí embaixo com a outra mão. Isso… aperta o saco de leve enquanto sobe. Chupa o saco agora. Coloca na boca inteira, língua rodando.

Eu me abaixei, boca aberta, chupei o saco devagar. A pele macia encheu minha boca, o cheiro forte subindo direto pro nariz. Língua rodando nos pelinhos ralinhos, sentindo ele tremer. Ele gemeu mais alto e eu senti a mão no meu cabelo apertando.

— Isso… chupa forte enquanto bate. Não para a mão. Mais rápido agora. Aperta a cabeça quando subir, gira a palma. Isso… caralho, Nicole… assim mesmo.

Eu obedecia tudo. Mão subindo e descendo ritmada, apertando na base com a outra, boca no saco chupando forte, língua pressionando. O pau pulsava louco, veias inchadas, cabeça vermelha brilhando de gel e pré-gozo. Ele respirava pesado, coxas tremendo.

— Agora chupa a cabeça… só a cabeça. Língua na fenda. Isso… e continua batendo devagar. Não acelera ainda. Guarda pra quando eu mandar.

Eu tirei a boca do saco, subi devagar, língua saindo pra lamber a fenda. O gosto salgado forte na ponta da língua. Coloquei só a cabeça na boca, chupando suave, língua rodando em volta enquanto a mão continuava o movimento lento, apertado, escorregadio.

Ele gemeu rouco, corpo inteiro tenso.

— Isso… assim. Você aprende rápido, esquisita. Agora mais fundo. Engole até onde der. E aperta mais forte na base.

Eu obedeci. Engoli devagar, sentindo o pau encher a boca, a garganta relaxando. Mão apertando forte na base, subindo e descendo ritmada. Ele tremia inteiro, mão no meu cabelo guiando sem forçar.

— Caralho… assim… não para. Quando eu falar, você tira a boca e bate rápido. Quero gozar na sua bunda…

Não demorou. Eu fui seguindo as ordens dele minuciosamente, dando o melhor de mim, maravilhada com cada detalhe. Como o pau pulsava na minha boca, crescendo mais a cada chupada, como as veias inchavam sob a pele escorregadia de gel e saliva, como a cara dele se contorcia — olhos apertados, boca entreaberta, respiração curta e rouca, tentando não gemer alto demais pra não acordar a mãe. Eu apertava na base como ele mandou, subia devagar girando a palma na cabeça inchada, chupava o saco forte enquanto batia ritmada, depois engolia até onde dava, garganta relaxando, baba escorrendo pelos cantos da boca e pingando no colchão. Ele tremia inteiro, coxas duras, mão no meu rabo de cavalo apertando sem puxar, só guiando.

De repente ele me segurou pelo rosto com as duas mãos, expulsou o pau da minha boca com cuidado e segurou a base firme, contando baixo, voz tremendo de esforço:

— 1… 2… 3…

Eu olhei pra aquilo tudo — pau vermelho, inchado, brilhando de gel e saliva, veias pulsando loucamente — e achei engraçado. Ri baixo, limpando a boca com as costas da mão, baba e resto de lubrificante escorrendo pelo queixo e pelo pescoço.

— O que foi, maluco?

— Porra… assim é bom demais, não dá pra segurar, irmã. Você chupa muito bem, caramba! Se continuasse meio segundo eu jateava leite na sua goela.

Eu ri de novo, confesso que orgulhosa. Realmente, eu não devia ter chupado nem três minutos e ele já se contorcia que nem um doido, corpo inteiro tenso, respiração entrecortada. Me deu uma sensação boa, estranha — de poder, de saber que eu conseguia deixar ele assim só com a boca e a mão.

— Deixa eu respirar um pouco, sério. Se bater um ar, eu melo.

— Para de ser molenga, Jonathan. Anda, vem… me chupa.

Agarrei ele pela cabeça, puxei pra que se levantasse enquanto eu deitava no lugar dele. No meio dessa troca rápida de posição, ele parou, voz baixa e firme:

— Não. Assim não. Fica de quatro…

Quando ouvi, não que eu tivesse problema com isso — já tinha ficado de quatro antes —, mas com ele era diferente. Depois de tudo que a gente já tinha feito, ainda tinha uma pontada de vergonha. Ficar ali empinada pro meu irmão, exposta, vulnerável… era como ir pra um sacrifício humano. O vento frio do quarto batendo direto no rego, na buceta molhada que escorria pelas coxas. Me deixava nervosa, ansiosa, coração disparado na garganta. Eu me sentia muito à mercê do que ele quisesse fazer comigo — e isso, estranhamente, era bom. Muito bom. O tesão subia mais forte só de pensar na entrega total, sem defesa, sem poder de parar se doesse.