Capítulo 44
Ele não gozava. Continuou por minutos naquele ritmo constante, sem cansar. Eu acho que eu gozei duas vezes ali mesmo, de pé, encostada na mesa. A primeira veio rápida, violenta: buceta contraindo forte em volta dele, clitóris latejando sem ser tocado, molhado jorrando alto, pernas tremendo tanto que quase caí. Gritei rouca, corpo travando, lágrimas escorrendo. A segunda veio mais lenta, profunda, ondas longas que subiam da barriga pros peitos, pra nuca, me deixando tonta, visão embaçada.
Eu pedia mais.
Ele dava.
Me machucava, marcava. Os quadris dele batiam com força, deixando a pele da minha bunda vermelha, os dedos cravados nos meus quadris deixando marcas roxas que eu ia ver depois no espelho. E eu queria exatamente isso. Queria ser usada, destruída, preenchida até não aguentar mais.
Quando ele sentiu que ia gozar, saiu de mim de repente. O vazio foi cruel — buceta piscando, apertando o nada, molhado escorrendo em fios grossos. Ele me virou com força, uma mão no meu cabelo, puxando o rabo de cavalo pra trás. A outra segurou o pau enorme, vermelho, brilhando do meu molhado, veias pulsando loucamente.
— Abre a boca, sua putinha.
Eu abri. Sem hesitar. Língua pra fora, olhos pesados olhando pra cima. Ele socou na minha boca, fundo, batendo na garganta. Dois, três movimentos rápidos. E gozou. Jatos quentes, grossos, enchendo a boca inteira. Salgado, amargo, viscoso. Pulsos fortes contra a língua, o pau tremendo na minha garganta. Engoli o que deu, o resto escorreu pelos cantos da boca, pingando no queixo, no moletom. Ele gemeu rouco, longo, corpo inteiro tremendo.
Quando terminou, tirou devagar, pau amolecendo ainda brilhando. Eu fiquei ali, meio sentada sobre os joelhos no chão sujo de um jeito torno com as roupas enroscadas entre as pernas, boca inchada, olhos marejados, molhado escorrendo pelas coxas, marcas vermelhas nos quadris, bunda ardendo.
Ele respirou pesado, ajeitou a calça, olhou pra mim como se não acreditasse no que tinha feito.
Eu só sorri, limpando o canto da boca com as costas da mão, sentindo o gosto salgado ainda grudado na língua.
— Professor…
Tentei falar o quanto eu tinha gostado, o quanto aquilo tinha sido exatamente o que eu precisava — dor, força, preenchimento total —, mas ele não conseguia me olhar nos olhos. O homem que tinha me fodido como um animal agora estava acuado, nervoso, o pau ainda meio duro pendurado pra fora da calça, mãos tremendo enquanto tentava se recompor. Medo e tesão misturados no rosto dele, como se ele tivesse acordado de um sonho e percebido que era real demais.
— Você não fala disso com ninguém, né? — perguntou baixinho, voz rouca, quase suplicante.
Ele estendeu a mão pra me ajudar a levantar. Eu peguei, mas as pernas bambeavam tanto que quase caí de novo. Ele me segurou pela cintura, dedos grandes ainda quentes da minha pele, e começou a me vestir como se eu fosse uma criança pequena. Subiu minha calcinha devagar, ajustando o tecido grudado na buceta inchada e molhada, depois o jeans largo, fechando o botão com cuidado. Ajeitou o moletom que tinha subido na barriga, limpou um resto de porra do meu queixo com o polegar. Eu deixei. Precisava mesmo — o corpo inteiro tremia, mistura de gozo residual, medo de ser pega, nervoso cru e um tesão que não acabava nunca. Queria mais. Queria agora.
— Não… mas o senhor promete que a gente pode fazer isso de novo? — perguntei, voz baixa, olhando pro pau dele ainda exposto.
Ele foi até a porta, pau balançando pesado, checou a chave mais uma vez como se alguém pudesse entrar a qualquer segundo. Virou pra mim, tentando recuperar o controle, mas o riso saiu forçado.
— Nossa, garota… você é dessa que tem fetiche em professor, né? — Ele andava de um lado pro outro na salinha apertada, mãos no cabelo, respirando pesado. — Pode ser… mas aqui não. Anda, se arruma. Eu preciso ajeitar isso aqui antes que alguém venha.
Eu terminei de me vestir devagar, subindo o jeans, ajeitando o moletom. Mas as roupas estavam destruídas: manchas úmidas na virilha do jeans, gotas brancas secando no tecido cinza do moletom, cheiro forte de sexo subindo toda vez que eu me mexia. Olhei pra baixo, apontei.
— Eu não posso ir pra sala assim… — falei, voz baixa, quase chorosa, mas por dentro ainda latejando.
Ele abriu a gaveta da mesa bagunçada, pegou um bloco de notas e começou a escrever rápido, letra grossa e apressada.
— Vou te dar dispensa. Você vai pra casa e diz pros seus pais que passou mal. Tá bem?
Ele só queria se livrar de mim o mais rápido possível. Eu via nos olhos dele: arrependimento batendo forte agora que o tesão tinha baixado.
Mas eu não queria ir embora. Não ainda.
— Mas eles não estão em casa… nem voltam hoje — falei, mesmo suja de porra dele, mesmo rejeitada, mesmo com as pernas moles. — Se eu tô doente… o senhor poderia me levar e cuidar de mim. O que acha?
Ele parou de escrever. Olhou pra mim. O pau ainda semi-duro, a calça aberta, o rosto vermelho. Por um segundo vi o desejo piscar de novo nos olhos dele — o mesmo desejo que tinha feito ele me foder sem pensar minutos antes.
Eu me aproximei devagar, passos curtos, coxas roçando uma na outra, molhado escorrendo de novo só de lembrar da estocada. Parei na frente dele, tão perto que sentia o calor do corpo dele batendo no meu.
— Eu fico quietinha… prometo — sussurrei, mão descendo devagar até tocar de leve o pau dele de novo, sentindo ele pulsar na palma. — Só me leva pra algum lugar. Qualquer lugar. Eu deixo o senhor fazer o que quiser… de novo.
Ele respirou fundo, trêmulo. A mão dele subiu hesitante pro meu rosto, polegar roçando meu lábio inferior ainda inchado.
— Caralho, Nicole… você é perigosa.
Eu sorri um sorriso tímido, como sempre sorria por fora. Por dentro eu queimava.
— Eu sei. Mas o senhor gosta.
Ele fechou os olhos por um segundo, como se lutasse contra si mesmo. Depois abriu, olhou pra porta trancada, pro meu corpo magro sujo de gozo dele, pro meu olhar pesado que não piscava.
— Não, vai no banheiro e se limpa, a gente conversa depois
Ele me estendeu o papel de dispensa e virou a chave me expulsando do ambiente que além do fedor de suor velho e borracha agora fedia tinha o cheiro de minha boceta no ar.
Entre para comentar
Para participar dos comentários, faça login com a sua conta! É rapidinho!