Capitulo 45

Eu queria explicar pra vocês como é conviver com o tesão dentro de mim. Sabe quando você acorda num dia bom, o corpo todo sensível, qualquer toque na pele parece gostoso e só de pensar naquilo já sente um calorzinho lento subindo entre as pernas? Então, pra mim isso é o normal. Esse é meu estado “em repouso”. Agora imagina aquele tesão absurdo do período fértil, quando você fica o dia inteiro molhada só de olhar pro cara que te provocou a semana inteira. Aquele tesão que faz a buceta pulsar sozinha, que deixa a calcinha encharcada sem esforço. Isso sou eu quando estou “normalmente excitada”.

Quando você, acha que o tesão está muito, mas muito forte, completamente louca… Para mim, eu já perdi o controle há tempos. As ideias ruins aparecem. O corpo pede mais, mais rápido, mais fundo, mais arriscado. E eu obedeço, só faço.

Quando saí da salinha do professor Celso, minhas pernas estavam bambas. O ventre ainda vibrava, o útero latejava dolorido lá no fundo — cada pirocada dele tinha batido forte demais, me deixando sensível, inchada, quase machucada. Mesmo reclamando da dor, eu queria mais. Precisava mais. O corpo não tinha terminado. O vazio já voltava, maior que antes.

Caminhei pelo corredor vazio, passos curtos e instáveis, sentindo o molhado dele escorrendo devagar pela coxa interna, grudando na calcinha. O grelo latejava a cada passo, roçando no tecido áspero do jeans. Eu olhava em volta querendo mais, o primeiro que aparecesse e quisesse eu dar.

— Onde eu vou arrumar alguém agora… — murmurei sozinha, voz rouca.

Entrei no banheiro da quadra, o mesmo de mais cedo. Fui direto pra pia, molhei um pouco de papel higiênico e tentei me limpar. Mas o esperma do professor era grosso, viscoso, e não saía fácil. Quanto mais eu limpava, mais sentia a buceta pulsar de novo, como se o corpo estivesse pedindo pra ser preenchido outra vez.

Peguei o celular com a mão ainda tremendo. Só tinha uma pessoa que podia me ajudar ali no colégio.

Mandei pra Val:

“Val, vem pro banheiro da quadra. Agora.”

Ela respondeu com um joinha simples.

Eu encostei na pia, olhando meu reflexo no espelho rachado. Cabelo bagunçado saindo do rabo de cavalo, bochechas vermelhas, olhos pesados. Nunca tinha pensado em mulher. Nunca. Achava algumas bonitas, só isso. Mas naquele momento, com o tesão queimando forte demais, a ideia surgiu de repente: Val podia me ajudar. Ela entendia. Ela também se tocava escondido. Talvez… talvez ela topasse, mas ela tinha comentado que não gostava de mulher.

O medo veio logo depois.
E se ela não quiser?
E se ela achar nojento?
E se eu perder a única amiga que consegui fazer?

Fiquei ali, pernas apertadas uma contra a outra, sentindo o clitóris latejar insistente, na hora eu pensei que poderia ir logo pra casa, devia ter um monte de garotos de bobeira no meu condomínio, mas era tarde demais, eu ouvi passos no corredor.

O coração disparou.

A porta do banheiro abriu.

Era ela.

Val entrou no banheiro com aquele jeitinho dela, mochila pendurada no ombro, cabelo preso de qualquer jeito. Assim que me viu, abriu um sorriso fácil.

— Nossa cara, aqui é muito bom, mas é longe pra caralho e a quadra tá sempre trancada. Eu já tinha pensado nesse lugar, sabia? — falou, completamente alheia ao que eu tinha acabado de passar.

Eu não respondi. Só olhei pra ela. O coração batia forte. A buceta ainda latejava, inchada, molhada do gozo do professor e do meu próprio tesão que não baixava. Precisava de alívio. Precisava agora.

— Tá afim de tocar uma agora? — perguntei direto, voz baixa.

Ela riu, mordeu o lábio inferior e já foi andando pra um dos boxes.

— Bora — respondeu, abrindo a porta de uma cabine.

— Val? — chamei antes que ela entrasse.

Ela parou, virou o rosto pra mim, sobrancelha erguida.

— E se a gente fizesse uma… na frente da outra?

O riso dela congelou no rosto. Por um segundo inteiro o banheiro ficou em silêncio. Eu vi o choque passar nos olhos dela, depois uma mistura de surpresa, vergonha e… curiosidade.

— Pode ser… — murmurou, sem graça, mas entrou no box mesmo assim.

Eu fui logo atrás. Entrei no mesmo box apertado com ela. Fechamos a porta. O espaço era ridiculamente pequeno. Nossos corpos quase se tocavam. O cheiro dela — perfume barato de baunilha misturado com o cheiro natural de pele — invadiu meu nariz junto com o meu próprio cheiro de sexo. Penduramos as mochilas nos ganchos. Cada uma encostou em uma parede oposta, mas mesmo assim nossos joelhos quase se encostavam.

O ar ficou pesado. Quente. Difícil de respirar.

— Ah, eu tô com vergonha… — ela sussurrou, tampando o rosto com as duas mãos, rindo nervosa.

Eu não estava com vergonha nenhuma.

Ignorei o que ela disse. Desabotoei o jeans largo devagar, puxei ele junto com a calcinha até o meio das coxas. Depois empinei a virilha pra frente, abrindo as pernas o máximo que o espaço permitia. Minha buceta ficou completamente exposta pra ela: lábios inchados, vermelhos, brilhando de tanto molhado, o clitóris durinho e saltado, ainda sensível das pirocadas do professor.

Val baixou as mãos devagar. Os olhos dela grudaram ali. Fixos. Curiosos. Quase hipnotizados.

— Você já estava se tocando antes de eu chegar? — perguntou, voz rouca, sem conseguir tirar os olhos da minha buceta inchada e vermelha.

Eu não podia contar que tinha acabado de ser comida pelo professor de educação física. Ainda não.

— Sim… um pouquinho — respondi, voz baixa e doce.

Ela engoliu em seco. As bochechas dela ficaram vermelhas. Eu via o peito dela subindo e descendo mais rápido dentro da blusa.

O box era tão apertado que cada respiração nossa se misturava. Eu sentia o calor do corpo dela tão perto. Via o jeito como ela apertava as coxas uma contra a outra, como se também estivesse molhada.

Sem tirar os olhos dela, desci a mão devagar entre minhas pernas. Dois dedos deslizaram fácil pelos lábios inchados, abrindo eles de leve pra que ela visse tudo. O clitóris latejava visivelmente. Comecei a circular devagar, gemendo baixinho só pra ela ouvir.

— Sua vez… — sussurrei, voz rouca de tesão. — Deixa eu ver você também.