Capitulo 48
Eu ri baixo, ainda de cócoras, mas não falei nada. Só pensava em como ia convencê-la a me chupar agora.
— Val… quer tentar? — perguntei, voz rouca, já me levantando devagar na direção dela.
Levantei a blusa dela com as duas mãos, expondo os seios. Nem tinha tocado neles ainda. Queria sentir, queria chupar. Mas ela segurou meus pulsos gentilmente e me parou.
O rosto dela ficou sério. O sorriso sumiu por completo.
— Olha, miga… vamos com calma — disse, voz baixa e carinhosa. — Isso aqui é novo pra mim. Eu nem gosto de mulher, na real… — fez uma pausa, respirou fundo e abriu um sorrisinho tímido de novo. — Mas a putaria foi boa. Foi muito boa. E eu quero fazer de novo.
— Vamos continuar? Mais uma? — insisti, ainda com as mãos na barra da blusa dela.
Ela balançou a cabeça devagar, segurando meus pulsos com mais firmeza.
— Não… calma. Aqui não. Eu fico meio nervosa, perco a vontade. Depois a gente tenta, tá?
Eu parei. Não forcei. Sabia que não ia dar. Aceitei, mesmo com o corpo ainda latejando, ainda querendo mais.
— Tá bom — murmurei, soltando a blusa dela.
Nós duas nos recompusemos em silêncio. Subimos as calças, ajeitamos as roupas, tentamos disfarçar as manchas úmidas o melhor que dava. O cheiro de buceta ainda estava forte no box apertado, misturado com suor e tesão. Val passou a mão no cabelo, tentando arrumar o rabo de cavalo bagunçado. Eu prendi o meu de novo, simples como sempre.
Saímos do banheiro uma atrás da outra, olhando pros lados pra ver se tinha alguém no corredor. A quadra continuava vazia. O silêncio era quase estranho depois de tudo que tinha rolado ali dentro.
Val ainda estava com as bochechas vermelhas quando saímos do banheiro. Andávamos lado a lado pelo corredor vazio, passos lentos, pernas moles. O cheiro de buceta ainda grudava na nossa roupa e na pele. Eu sentia o molhado dela na minha calcinha toda vez que eu dava um passo.
— Você vai voltar pra aula? — ela perguntou baixinho, olhando de lado pra mim.
— Não… minha turma tá toda no evento. Amanhã deve ser a sua, né? — respondi, mostrando o papel de dispensa amassado na mão. — O professor me deu isso aqui pra ir embora.
Val pegou o papel da minha mão, leu rapidinho e deu um sorrisinho malicioso.
— Vamos matar aula? — perguntou, voz baixa e conspiratória.
Eu hesitei por meio segundo, mas o tesão ainda latejava forte entre as minhas pernas. Não queria voltar pra casa sozinha agora.
— Porra, me dá esse papel — ela continuou. — Eu falo que sou você quando passar na secretaria e saio primeiro. Quando você passar, diz que tá indo encontrar sua turma na outra unidade. Eles não vão te prender aqui.
Era verdade. Matar aula no meu colégio era quase impossível sem uma boa desculpa, mas com a dispensa na mão ficava fácil. Aceitei na hora e entreguei o papel pra ela.
— Mas vai você primeiro — falei.
Val piscou pra mim, dobrou o papel e guardou no bolso da calça. Ajustou o moletom, tentou disfarçar a mancha úmida na virilha e saiu andando na frente, rebolando de leve, ainda com as pernas um pouco bambas. Eu fiquei esperando uns minutos no corredor, encostada na parede, sentindo a buceta pulsar de novo só de lembrar da boca dela gemendo no meu ombro. O clitóris latejava insistente, como se o orgasmo de minutos atrás não tivesse sido suficiente.
Quando achei que já tinha dado tempo, caminhei calmamente até a secretaria. Falei exatamente o que ela mandou: que minha turma estava no evento na outra unidade e que eu estava indo encontrar eles. A coordenadora mal olhou pra minha cara, e fez um gesto de mão me dispensando.
Saí pela portaria principal com o coração acelerado. Val já estava me esperando do lado de fora do muro, encostada numa árvore, mochila no ombro, um sorrisinho safado no rosto.
Assim que me viu, ela se aproximou e falou baixinho:
— Consegui. Ninguém desconfiou de nada.
Nós duas começamos a andar pela rua atrás da escola, ombro roçando no ombro, sem pressa. O sol batia fraco, o vento fresco subia pela barra do moletom e roçava na minha buceta ainda molhada e sensível. Nenhuma das duas falou por um tempo. Só caminhávamos, o silêncio carregado de tesão e cumplicidade.
Val foi a primeira a quebrar o silêncio, voz ainda um pouco rouca:
— Então… pra onde a gente vai agora?
— Acho que pra casa. Não tenho muito pra onde ir… — respondi, dando de ombros.
Ela riu baixinho, olhando de lado pra mim.
— Quem mata aula pra ir pra casa, Nicole? Seus pais estão lá?
— Não né… por isso que eu vou pra casa. Quer ir comigo?
Val parou de andar por um segundo, mordeu o lábio inferior e abriu um sorrisinho safado.
— Vamos!
Caminhamos juntas pela rua atrás da escola. O vento fresco fazia o dia mais agradável, o sol estava tão gostoso, que dava vontade de ficar parada ali embaixo dele lagarteando um pouco. Eu quase esqueci da minha tara por um minuto.
— Vou te apresentar o meu irmão — falei, quase sem pensar.
— Ele é gatinho? — perguntou ela, interessada.
— Sim… ele é lindo e gostoso — respondi, sentindo um calor subir pelo rosto.
Não contei que ele me comia. Nem que era dois anos mais novo que nós. Mas só de falar dele, a ideia já começou a crescer na minha cabeça. Ele tinha falado que tinha um amigo pra me apresentar… e se ele matasse aula e trouxesse o cara junto?
— Vou ver se ele mata aula e leva um amigo. O que você acha? — perguntei, olhando pra ela.
Val deu um sorrisinho largo, os olhos brilhando de curiosidade e tesão puro.
— Agora? Tô começando a gostar disso…
Chegamos no ponto de ônibus. Enquanto esperávamos, peguei o celular e mandei pro Jonathan:
“Ô contrabandista, mata aula e vai pra casa. Contrabandeia aquele seu amigo que você falou. Tô com uma amiga aqui pra você também.”
— Faz um oi aí, Val!
Colei o rosto no dela, fiz uma selfie rápida de nós duas e enviei junto na última mensagem!
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