Capitulo 49
Ele respondeu quase na hora, com um emoji de fogo:
“kkk tô indo. Já tô saindo da escola. Qual das duas gostosas eu vou pegar?”
Eu ri baixo e respondi:
“Idiota. Se ficar de graça, nenhuma das duas.”
Val se esticou toda, quase tomando o celular da minha mão.
— O que é isso, Nicole? Tá mandando o cardápio? Quero ver o garoto também, poxa! Tem foto dele aí?
— Deixa de ser idiota, ele nem pediu foto, eu que quis mandar.
Ela leu a última mensagem e franziu a testa.
— Ué… você não estava falando com seu irmão?
— Sim, é ele.
— Então por que ele tá perguntando qual das duas ele vai pegar se na foto tá eu e você?
Eu fiquei nervosa na hora. Sabia que era só brincadeira dele, mas ouvir ela falando aquilo em voz alta fez um frio estranho subir pela barriga. E claro, um pouco de tesão.
— Meu irmão é um ridículo, não liga não — respondi, guardando o celular rápido, sentindo o rosto esquentar.
Val me olhou por um segundo, como se estivesse tentando entender alguma coisa, mas depois só deu de ombros e riu.
— Tá bom… mas se ele for tão gostoso quanto você falou, eu não vou reclamar.
O ônibus chegou quase vazio. Só um gato pingado lá na frente e o cobrador sonolento, virado pra frente, quase dormindo. Sentamos bem lá atrás, nas últimas cadeiras. Val na janela, eu no corredor. Assim que o ônibus começou a andar, eu tirei meu moletom do colégio e joguei por cima das nossas mochilas, fazendo uma espécie de cortininha improvisada sobre as nossas pernas.
Val olhou pra mim sem entender.
— Val, cala a boca — sussurrei, já com a mão descendo.
Antes que ela pudesse reagir, enfiei a mão direto dentro da calça dela, por baixo da calcinha. Meus dedos encontraram a buceta ainda molhada e quente da chupada de minutos antes. Ela ainda tentou fechar as coxas, segurando meu pulso.
— Não, não… tá maluca? — sussurrou ela, olhos arregalados, olhando rápido pro cobrador lá na frente.
Eu não parei. Deslizei dois dedos entre os lábios grossos dela, sentindo o calor escorregadio e quente. Comecei a mexer devagar, apertando o clitóris inchado com o polegar, depois descendo e enfiando um dedo na entrada apertada. Val mordeu o lábio com força, as mãos apertando a mochila no colo, mas não tirou minha mão. Só ficou me encarando com uma cara de quem estava puta e com tesão ao mesmo tempo, querendo rir.
Com um sorrisinho nervoso, ela se vingou. Virou o corpo de leve e enfiou a mão direto dentro da minha calça. Seus dedos encontraram minha buceta ainda sensível, inchada e molhada do professor e do meu próprio gozo. Ela não foi delicada. Enfiou dois dedos de uma vez, fundo, e começou a mexer com vontade, sem ritmo, só força.
Ficamos assim a viagem inteira.
Dedando uma à outra no banco de trás do ônibus quase vazio, rindo baixinho de nervoso, gemendo abafado contra o ombro uma da outra. O ônibus balançava nas curvas e cada solavanco fazia os dedos entrarem mais fundo, mais bruscos. O som molhado ficava abafado pelo ronco do motor, mas ainda era indecente, sujo, perigoso.
Era gostoso pra caralho. Alguém que passasse perto ou olhasse demais sacaria alguma coisa. Era uma aventura idiota e deliciosa.
Val dedava rápido, sem coordenação por causa da posição ruim, mas com força. Eu fazia o mesmo: dois dedos dentro dela, entrando e saindo, esfregando o clitóris com o polegar. Não era a coisa mais gostosa do mundo, mas o tesão estava tão alto que qualquer toque servia. Era mais intimidade do que perfeição. Um momento safado e cúmplice que a gente dividia rindo e gemendo baixinho.
De vez em quando um dos poucos passageiros olhava pra trás. A gente parava na hora, tirava a mão ou fingia que estava só conversando, rindo como duas idiotas. Assim que a pessoa virava de novo, as mãos voltavam pra dentro da calça uma da outra.
Não dava pra gozar. O risco era grande demais. Cada vez que o orgasmo começava a subir, a gente diminuía o ritmo, mordia o ombro uma da outra, segurava o gemido. O tesão ficava preso, latejando, crescendo cada vez mais sem nunca explodir.
Meia hora de pura tortura gostosa.
Quando estávamos quase chegando, eu me levantei pra puxar a cigarra. Antes de soltar o ferro, passei a mão molhada da buceta dela em todos os apoios que consegui alcançar, esfregando devagar, deixando o cheiro espalhado.
— A cidade inteira vai ficar com o cheiro da sua buceta na mão — sussurrei, rindo.
— Que nojo, Nicole! — ela respondeu.
O comentário fez nós duas explodirmos em risos no meio do ônibus, sem ninguém entender absolutamente nada do que estava acontecendo.
Cortamos o condomínio e chegamos no meu apartamento. Assim que entramos, fomos direto pra pia do banheiro lavar as mãos e fazer uma higiene básica, por que a situação estava precária naquela altura. Eu ofereci uma calcinha limpa à ela, mas ela não quis, disse que tinha uma reserva na mochila. Eu pensei comigo: quem anda com calcinha reserva na bolsa para ir para escola? E a resposta era clara, alguém que era viciada em se masturbar. Óbvio.
Depois abrimos a geladeira e fizemos um lanchinho rápido: pão com queijo, refrigerante gelado e um pacote de biscoito que estava quase no fim. E nisso eu olhei meu celular e me dei conta que meu irmão era mesmo um bandido. Ele havia mandado uma mensagem dizendo que em vinte minutos estaria chegando. Fiz as contas na cabeça e percebi que ele já devia estar quase na porta de casa com o tal amigo mais velho.
Val sentou na bancada da cozinha, balançando as pernas.
— Então… se eu não gostar do seu irmão ou você não gostar do tal amigo, como vai ser? — perguntou ela, mordendo o canto do pão.
— Sei lá… a gente se tranca no quarto e faz concurso de siririca pra ver quem goza mais rápido? — respondi, rindo.
Val quase engasgou com o refrigerante, rindo também.
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