Capitulo 50
— Tu vai querer dar pra esse menino? — ela perguntou, curiosa.
— Com vontade de dar eu tô… mas eu nem conheço ele, então seria esquisito, né?
Não era esquisito. Eu ia dar. Já estava até imaginando. Só não podia assumir isso assim, eu não podia revelar tudo para ela ainda. Val me distraía um pouco do desejo que não parava de latejar. Mesmo assim, eu queria pau. E eu continuei falando:
— Pois é… a gente vê qual vai ser e se fala por mensagem, pode ser? — sugeri. — Tipo, se gostar, manda um “tô afim”. Se não gostar, manda “sem clima”. Assim ninguém fica sem graça na frente do outro.
Val pensou um segundo, depois sorriu, concordando.
Era um acordo bobo de adolescente, mas foi o melhor que conseguimos inventar na hora. Meu celular vibrou de novo. Jonathan estava perto. Eu precisava me limpar urgente — o professor tinha gozado dentro de mim e eu ainda sentia o esperma escorrendo devagar, quente e viscoso, misturado com meu próprio molhado.
— Val, eu vou tomar um banho. Vem comigo.
Corri pro quarto antes que os meninos chegassem. Val veio logo atrás. Assim que entramos, ela se jogou na minha cama, rindo. Eu nem pensei duas vezes: tirei o moletom, a camiseta, o sutiã, o jeans e a calcinha ali mesmo, ficando completamente nua na frente dela.
Queria que ela olhasse. Queria que ela me quisesse. Mas Val só me observou com curiosidade, um olhar quase clínico, como quem compara. Não tinha desejo ali. Nada de fogo. Só… interesse. Isso doeu um pouco. Ou eu era ruim de corpo, ou Val realmente não era sapatão.
Respirei fundo e entrei no banheiro do quarto, ligando a ducha quente. A água bateu na pele e eu soltei um suspiro longo. Logo em seguida Val apareceu na porta, parou em frente ao espelho e tirou a blusa, ajustando o sutiã.
— Eu acho que vou tomar um banho também… mas não vou lavar o cabelo — disse ela, cheirando as próprias mechas. — Tô com cheiro da sua buceta, Nicole.
Eu ri por baixo da água.
— Esse perfume é o mais caro que tem, sabia?
— Que nojo, Nicole! Olha o que você me fez fazer! — reclamou ela, rindo também.
Enquanto eu passava sabonete rápido entre as pernas, tentando tirar o resto do gozo do professor, respondi:
— E você não gostou?
Val ficou pensativa, abriu uma gaveta do armário do banheiro, mexeu em algumas coisas e respondeu, quase tímida:
— Ah… gostar eu gostei. Mas é estranho, Nicole. Muito estranho.
A água quente escorria pelo meu corpo, levando embora um pouco do cheiro, mas não o tesão. Eu via Val pelo vidro embaçado do box, sem blusa, só de sutiã e calça, o corpo mais cheio que o meu, os seios maiores. Meu clitóris deu uma pulsada forte só de olhar.
Ela ainda não tinha decidido se entrava ou não.
Eu abri a porta do box um pouco, água espirrando no chão.
— Vem… a água tá boa.
— Não, eu vou esperar você sair. Tu vai querer me comer aí dentro, eu sei — disse Val, encostada na pia, ainda de sutiã e rindo.
Ela abriu a gaveta e puxou o vidro de perfume que eu usava pra me masturbar. Eu tinha contado pra ela como era bom. Val ficou olhando pro frasco, virando ele na mão, apalpando, sopesando devagar, como se estivesse avaliando o perigo.
— É esse, Nicole? O que você me contou?
— Sim… é gostoso. Esquisito, mas é gostoso.
Ela me olhou, olhou pro perfume, depois pra porta aberta do box. Eu via as engrenagens girando na cabeça dela. Ela queria testar.
— Quer tentar? Fecha a porta — falei, abrindo mais o box. — Tem lubrificante na mesma gaveta que você pegou isso.
— Depois eu tento… tá?
— Ah para, Val. Tá com vergonha agora de quê, garota?
Ela ficou quieta um segundo, depois suspirou.
— Não é isso… é que na verdade eu quero. Esse é o problema.
Eu entendi perfeitamente. Sabia exatamente como era aquela luta interna. A gente é criada pra ser pura, certinha, “honesta”. Qualquer coisa fora disso vira um crime enorme na cabeça. Mas a vontade continua lá, martelando, te consumindo.
— Tá, vai no seu tempo então — respondi, desligando a ducha. — Vou terminar de me arrumar no quarto. Vem pro chuveiro que eu pego uma toalha pra você.
Saí do box pingando, nua, e passei por ela. Val ficou parada ali, ainda segurando o frasco de perfume, mordendo o lábio inferior. Eu vi quando ela olhou pro meu corpo molhado, demorando um segundo a mais nos meus seios pequenos.
Fui pro quarto, peguei uma toalha limpa pra ela. Quando voltei pro banheiro, Val já tinha tirado as roupas. Pela primeira vez vi o corpo dela completamente nu.
Era bonito. Pele clara, seios mais cheios que os meus, cintura marcada, quadris um pouco mais largos, bunda redonda. Ela era bem bonita. Ficou ali, um pouco envergonhada, braços meio cruzados na frente do peito, mas sem cobrir de verdade.
— Entra logo antes que os meninos cheguem — falei, entregando a toalha pra ela.
Val respirou fundo, como se estivesse tomando coragem, e entrou no box ainda quente. A água começou a cair no corpo dela. Eu fiquei encostada na frente do espelho do banheiro, secando meu cabelo devagar com a toalha, só observando.
Ela não me chamou pra entrar. Mas também não mandou eu sair.
Val se esticou pra fora do box, pegou o vidro de perfume que estava em cima da pia e voltou pra dentro. Se encostou na parede do fundo, uma mão segurando o registro de água pra se equilibrar. Me olhou por um segundo — um olhar longo, quase como se estivesse se despedindo para nunca mais ver. Mordeu o lábio inferior com força, depois abriu um sorrisinho malicioso, nervoso.
Eu me sentei no vaso com a tampa abaixada, toalha enrolada no corpo, e fiquei só olhando.
Val abriu um pouco mais as pernas, o jato de água caindo entre os seios e escorrendo pela barriga. Com a mão livre, ela separou os lábios grossos da buceta, expondo tudo. O clitóris ainda inchado apareceu, rosado, brilhando de água. Devagar, quase em câmera lenta, ela encostou a base arredondada do vidro de perfume na entrada.
Entre para comentar
Para participar dos comentários, faça login com a sua conta! É rapidinho!