Capitulo 51

O vidro era grosso, de vidro frio, com uns três dedos de diâmetro. Ela respirou fundo mais uma vez, empurrou de leve. A entrada cedeu aos poucos, esticando em volta da ponta arredondada. Val soltou um gemidinho rouco, os olhos semicerrados. Empurrou mais. Centímetro por centímetro, o vidro foi entrando, abrindo ela. Os lábios grossos se esticaram ao redor do objeto, brilhando, abraçando o vidro transparente.

Eu não piscava. Via tudo com clareza: a forma como a buceta dela engolia o perfume devagar, o jeito que as paredes rosadas se ajustavam ao redor dele, o líquido que escorria misturado com água. Val inclinou um pouco o quadril, empurrando mais fundo. Metade do vidro já estava dentro. Ela soltou um suspiro longo, trêmulo, a boca entreaberta.

— Caralho… — murmurou, voz abafada pelo barulho da água.

Ela começou a mexer devagar, empurrando e puxando o vidro, fodendo a si mesma com ele. O movimento era lento, exploratório. Cada vez que o vidro entrava mais fundo, os lábios dela se abriam mais, depois se fechavam em volta dele quando saía um pouco. A água escorria pelo corpo, pelo vidro, pingando no chão do box.

Val olhava pra mim o tempo todo, olhos pesados, bochechas vermelhas, como se precisasse da minha presença pra continuar. O peito dela subia e descia rápido, os seios mais cheios balançando levemente a cada movimento.

Eu estava hipnotizada. A buceta dela engolindo aquele vidro grosso, brilhante de água e molhado, entrando e saindo devagar… era uma das coisas mais safadas que eu já tinha visto.

E eu não conseguia tirar os olhos.

Val mexia o vidro devagar, empurrando e puxando, o corpo tremendo levemente. A água escorria pelo vidro transparente, misturando com o molhado dela, criando um brilho obsceno.

— Nossa… cada movimentozinho eu sinto a textura dele raspando dentro… dando choque — gemeu ela, voz rouca e entrecortada. — Tô com medo de perder as forças das pernas e cair com isso dentro de mim no chão.

Era verdade. Era um vidro de perfume, afinal. Vidro, pesado, sem segurança nenhuma.

— Eu faço na cama ou aqui no vaso — murmurei, ainda hipnotizada.

Não tinha sido uma sugestão de nada, confesso. Mas Val aceitou a sugestão na hora. Fechou a ducha, se lavou rápido sem molhar o cabelo, enrolou a toalha no corpo e saiu do box. Eu me levantei do vaso, dando espaço pra ela. Em vez de sentar e fazer sozinha, Val me entregou o vidro ainda quente e molhado, olhando nos meus olhos.

— Faz em mim? — pediu baixinho, quase tímida.

Meu coração deu um salto. Peguei o vidro da mão dela, sentindo o peso, a superfície lisa ainda escorregadia do molhado dela. Val sentou na tampa do vaso, abriu as pernas devagar e deixou a toalha cair até a cintura, expondo a buceta brilhante para mim.

Eu me ajoelhei na frente dela, no chão frio do banheiro. Separei os lábios grossos com os dedos de uma mão, admirando a entrada rosada e pulsante. Encostei a base arredondada do vidro bem na abertura e empurrei devagar.

Val soltou um gemido longo quando o vidro começou a entrar. Eu via tudo de perto: a buceta dela se abrindo aos poucos, os lábios se esticando em volta do vidro grosso, engolindo centímetro por centímetro. Era hipnotizante. Empurrei mais fundo, girando levemente, sentindo a resistência e depois a entrega.

— Assim? — perguntei, voz baixa.

— Mais fundo… — ela gemeu, inclinando o quadril pra frente, uma mão segurando meu ombro.

Eu obedeci. Empurrei devagar até quase metade do vidro desaparecer dentro dela, sentindo a resistência dela se abrindo ao redor do objeto frio e liso. Depois comecei a mover o frasco em estocadas lentas e profundas, fodendo-a com ele.

Val jogou a cabeça pra trás, boca aberta, soltando gemidos roucos e baixos a cada vez que o vidro entrava mais fundo. A visão era perfeita: a buceta grossa e rosada engolindo o frasco brilhante, os lábios inchados se esticando ao máximo ao redor dele, molhado escorrendo pela base e pingando no chão do banheiro. O mais louco era a pressão do corpo dela — cada vez que eu empurrava, Val empurrava de volta com o quadril, os músculos internos apertando e soltando o vidro num ritmo involuntário, como se a buceta dela quisesse sugar e prender o objeto dentro.

Sem ela pedir, me inclinei pra frente e colei minha boca no clitóris inchado dela.

Chupei forte, sugando o pontinho inteiro entre os lábios, língua rodando rápido e molhada por cima. Val soltou um gemido alto, quase um grito abafado, uma mão voando pra minha cabeça, segurando meu cabelo com força.

— Nicole… caralho… — gemeu Val, voz tremendo, quase desesperada.

Eu não parei. Continuei chupando com vontade, sugando o clitóris inchado inteiro pra dentro da boca, língua pressionando forte e rodando rápido enquanto enfiava e tirava o vidro ritmado, cada vez mais fundo. O gosto dela inundava minha boca de novo — quente, doce, molhado, viciante.

Val perdeu o controle de vez.

O quadril dela deu estocadas curtas e brutas contra minha boca, fodendo meu rosto enquanto eu fodia ela com o frasco. De repente ela urrou. Um gemido alto, rouco, quase animal, ecoando no banheiro pequeno.

Os olhos dela se abriram em pânico puro misturado com prazer. O ventre ficou rígido, os músculos da barriga travados. Ela empurrou meu braço com força, desesperada pra eu tirar o vidro de dentro dela.

Quando puxei o frasco devagar, um pequeno filete esbranquiçado escorreu da entrada dela, grosso e viscoso, escorrendo devagar pela buceta inchada até pingar no chão do box. Parecia porra.

Val juntou as pernas imediatamente, inclinando o corpo pra frente, joelhos tremendo, tentando formar palavras e não conseguindo. Espasmos fortes tomaram conta dela — exagerados, violentos. A boca aberta, meio sorriso nervoso, olhos marejados. Ela se jogou pra trás, apertando os próprios seios com força, respirando pesado, o corpo inteiro convulsionando em ondas longas.

Eu fiquei ali, de joelhos, observando fascinada.

Quando finalmente conseguiu falar, a voz saiu rouca, entrecortada:

— Eu vou precisar de outro banho, amiga… mas vai ter que ser gelado… ou coitado do seu irmão.

A gente explodiu em risada ao mesmo tempo, nervosa, cúmplice, ainda ofegantes.

Eu me levantei, pernas moles, e comecei a me arrumar no quarto. Val voltou pro box pra tomar uma ducha rápida e fria. Foi aí que ouvimos.

Barulhos de vozes masculinas na sala. Porta batendo. Risada alta do Jonathan.

Os dois haviam chegado.