Capitulo 53
— A gente vai pra onde?
Eu não respondi. Só continuei puxando.
Quando chegamos no meu quarto, empurrei a porta e fechei logo atrás de nós. O clique da fechadura soou alto no silêncio.
Ele olhou em volta, meio perdido.
— Aqui é o seu quarto?
— Sim…
— Ah, entendi… você me trouxe pra deixar os dois sozinhos na sala, né gata? — falou com um sorrisinho convencido.
— Também…
Ele deu um passo mais perto, ainda com aquela pose ensaiada.
— E a gente?
— A gente eu não sei… mas você vai calar a boca, porque você me broxa pra caralho fingindo que é um idol — soltei, já no meu modo maluca.
As palavras saíram cruas, sem filtro. Eu nem percebi o quanto estava sendo cruel. Quando o tesão bate forte assim, eu viro outra pessoa. Fria. Direta. Quase maldosa. Fiz a mesma merda com o Lucas e agora estava repetindo com esse garoto sem nem pensar.
Felipinho ficou paralisado. Nunca deve ter se visto numa situação dessas. Tentou puxar alguma frase, alguma resposta pronta, mas nada saía. A boca abria e fechava, gaguejando sílabas que não viravam palavras. O rostinho de idol bonito ficou vermelho, os olhos arregalados, completamente perdido.
Ele riu sem graça, um riso nervoso, e tentou passar por mim, como se quisesse fugir do quarto. Eu não deixei. Fiquei encostada na porta, bloqueando o caminho, olhando pra ele de baixo pra cima, completamente nua e sem vergonha nenhuma.
No final, ele só conseguiu murmurar, quase sem voz:
— …sim.
Eu sorri. Um sorriso pequeno, quase tímido por fora. Por dentro eu queimava.
— Ótimo — sussurrei, já descendo a mão pro botão da calça dele. — Então tira logo essa roupa.
Meu irmão tinha me dito que Felipinho era o “comedor” da sala dele. Eu já sabia que era mentira, mas mesmo assim esperava algo bem ruim. Se eu conseguisse gozar pelo menos uma vez, já estaria de bom tamanho.
Só pra recapitular meu dia: de manhã eu tinha transado com o professor Celso e com a Val. Agora era a vez desse menino. Mais tarde, se Fabiano resolvesse aparecer, seria ele. Meu irmão eu nem contava mais — depois que ele terminasse com a Val, duvido que ainda ia querer me comer. Eu estava assim, contando corpos em série. Isso me excitava pra caralho. Me fazia me sentir poderosa, preenchia um pouco aquele vazio antigo que nunca ia embora de verdade. Me dava algo em que pensar.
A calça do menino tocou o chão antes que a boca dele tocasse a minha.
Eu nunca fui muito de beijar. Achava que as pessoas perdiam tempo demais com isso, que era quase obrigação. Mas com meu irmão eu gostava. E com esse menino… surpreendentemente também. Ele tinha uma boquinha lisinha, macia, e uma língua lenta, cuidadosa, que me deixou acesa de um jeito que eu não esperava.
A respiração dele era pesada, quente, saindo contra os meus lábios entre um beijo e outro. Ele soltava uns gemidinhos baixinhos que me deixavam doida. E o cheiro dele… caralho, era bom demais. Limpo, quente, de menino.
Minha mão ainda estava por cima da cueca dele, sentindo o pau duro pulsando contra a palma. Ele, coitado, tinha as mãos respeitosamente na minha cintura, como se tivesse medo de ir além sem permissão.
Eu sorri contra a boca dele, quase com pena.
— Pode apertar — murmurei, voz rouca, já descendo a mão pra dentro da cueca e segurando o pau dele quente.
Ele gemeu mais alto no beijo, os dedos finalmente apertando minha cintura com mais força, e só!
Eu queria ser comida. Queria ser usada. E ele ia ter que aprender rápido, então eu me afastei, e como desse eu meio que estava gostando, diferente do Lucas eu falei sorrindo com um pouco mais de paciência.
— Olha, eu gosto com força, que me pegue com violência sabe? — parei para dar uma olhada no rostinho de menino dele, e estava fazendo aquela cara e galã de novo, isso eu teria que deixar passar. — Você sabe fazer assim?
— Eu faço do jeitinho que você quiser, gostosa!
Gostosa.
Eu gostei de ouvir ele me chamar assim. Não tinha nenhuma expectativa com o garoto, mas aquele “gostosa” saiu tão sincero, tão cheio de tesão, que me deu um arrepio bom.
Felipinho puxou a blusa por cima da cabeça num movimento só, ficando completamente nu na minha frente. O torso era magrinho, quase sem carne, mas era atraente do jeito dele — pele lisinha, ombros definidos, aquele V sutil descendo pra baixo da cueca. Ele veio me beijando, impaciente, empurrando meu corpo pra trás em direção à cama enquanto arrancava o resto das minhas roupas com as mãos afobadas.
Eu amo gente impaciente.
Quando meus joelhos encostaram na beirada da cama, ele já tinha passado a mão em quase todo o meu corpo — apertando os meus seios doloridos, descendo pela barriga, apertando minha bunda, roçando os dedos entre minhas pernas. A maioria das garotas iria reclamar dessa pressa toda, mas eu não. Aquela fome dele me fazia sentir desejada, gostosa, viva e eu deixei.
Ele me empurrou forte me fazendo cair sentada na cama. Antes mesmo de eu me ajeitar, ele já estava de joelhos no chão, abrindo minhas pernas com as duas mãos e vindo com a boca aberta para cima de mim.
Felipinho não era bom de chupada. Não tinha técnica, não variava, não explorava. Mas ele era faminto. Chupou meu clitóris com força, sugando quase com raiva, a boca quente e molhada me cobrindo inteira. Ao mesmo tempo enfiou dois dedos de uma vez, sem aviso, e começou a dar socadas firmes, profundas, ritmadas. Não era dedada gostosa, era quase uma mini foda com os dedos — forte, bruta, batendo lá no fundo.
E eu adorei.
— Hmm… assim… — gemi baixo, já pegando uma almofada e mordendo com força pra abafar o som.
Ele não parava. Chupava meu clitóris com a boca aberta, sugando e lambendo desajeitado, enquanto os dedos entravam e saíam rápido, socando firme. Cada estocada fazia um barulho molhado alto, meu molhado escorrendo pela mão dele, pingando na beirada da cama.
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