Capítulo 55

Eu nunca tive medo de anal. Na primeira vez que tentei, eu gostei. Dizem que pra fazer anal a mulher precisa estar com muito tesão, quase louca. E esse era o meu estado natural quase o tempo todo. Homens estranhamente têm um fascínio enorme por isso. Eu sei que nunca fui nada demais na cama — sou muito passiva, gosto de ficar quietinha, recebendo —, mas dar o cuzinho parece ser um diferencial que deixa eles doidos.

Peguei o lubrificante na gaveta da cabeceira e entreguei pra ele, fazendo as recomendações:

— Lubrifica bem… e vai devagar. Entendeu? Se não, você me machuca.

Ele pegou o tubo da minha mão com um sorriso feliz, quase infantil. Eu voltei a me ajeitar, ficando de quatro, peito encostado no colchão, rosto afundado no travesseiro que eu usava pra abafar os sons. Enquanto isso, os gemidos baixos e ritmados vindos do quarto ao lado deixavam claro que Val e meu irmão também estavam se divertindo bastante.

Por um segundo bateu uma vergonha alheia pela minha amiga sendo ouvida assim… mas logo veio a preocupação de que eu também tivesse sido ouvida mais cedo e logo preferi não pensar muito nisso.

Senti o colchão afundar quando ele se ajoelhou atrás de mim. O barulho do lubrificante sendo espalhado no pau dele encheu o quarto. Depois veio o frio do gel sendo passado na minha entrada. Ele massageou devagar, circulando, espalhando bastante. Meu cu piscava contra os dedos dele, ansioso.

Então ele encostou a cabeça do pau e empurrou bem devagar.

Eu soltei um gemido abafado no travesseiro quando senti a pressão. A cabeça grossa forçando minha entrada apertada, abrindo centímetro por centímetro. Era uma ardência forte, quente, que misturava dor e prazer de um jeito que me fazia tremer. Meu cu se esticava ao redor dele, queimando, latejando. Respirei fundo, tentando relaxar, mas o corpo inteiro estava tenso.

— Ahhhhhh!!! — foi difícil conter o gemido.

Ele continuou empurrando, lento, mas firme. Senti cada centímetro entrando, me abrindo, me preenchendo de um jeito profundo e proibido. Quando a cabeça passou o anel apertado, veio uma fisgada mais forte, seguida de uma onda de prazer sujo que subiu pela minha espinha. Meu cu apertava em espasmos involuntários em volta do pau dele, como se quisesse expulsar e prender ao mesmo tempo.

— Devagar… — murmurei rouca contra o travesseiro, voz tremendo.

Ele obedeceu, mas não parou. Continuou empurrando até entrar mais fundo, me abrindo inteira. A sensação era intensa: cheia, quente, esticada ao limite. Meu corpo tremia, a buceta escorrendo sem parar, o clitóris latejando mesmo sem ser tocado.

Aqui está a continuação, bem detalhada e sensual:

Anal é esquisito. É um prazer estranho demais, é ruim e bom ao mesmo tempo. É esquisito porque você sente o clitóris vibrando, a vagina latejando vazia, enquanto atrás tem aquela dor quente que se mistura com tudo. O incômodo parece alimentar o tesão, deixa ele mais contínuo, mais denso, mais profundo. É bom. É diferente. É viciante.

Ele poderia ter começado a meter, o pau ainda estava razoavelmente duro mesmo depois de ter gozado. Mas não, ele me abraçou por trás, passando os braços pela minha cintura e me puxou pra si, me fazendo sentar sobre ele que estava de joelhos na cama.

No movimento, o pau inteiro entrou de uma vez. Eu soltei um gemido longo quando senti ele me abrindo completamente, me enchendo até o fundo. A ardência foi forte, mas o prazer veio logo atrás de uma forma muito intensa.

Ele colou o peito nas minhas costas com a boca colada na minha orelha. Eu podia ouvir a respiração dele fora de controle, quente e ofegante, quase desesperada. Era como se o tesão dele tivesse som, como se cada gemido baixo entrasse direto no meu cérebro.

— Toca uma siririca… toca? — pediu ele, gemendo rouco no meu ouvido, voz tremendo de tesão.

Meu corpo inteiro tremia. Não sabia se era dor ou prazer, mas tremia. Me acomodei encostada nele, quase sentada sobre meus joelhos, joguei a cabeça pra trás descansando em seu ombro. Ele me abraçou mais forte com as mãos segurando meus seios pequenos deixando os bicos fugirem entre os dedos.

Eu desci a mão entre as pernas e comecei a me tocar.

Meus dedos encontraram o clitóris inchado, molhado, latejando. Comecei a circular devagar no começo, sentindo o pau dele enterrado fundo no meu cu, pulsando quente. Rebolei devagar, sentindo ele me esticar por dentro a cada movimento. A sensação era insana: o pau grosso me abrindo atrás, o clitóris latejando na frente, os dedos dele beliscando meus bicos.

Aumentei o ritmo. Circulava mais forte, pressionando o pontinho, enquanto rebolava mais fundo, sentindo o pau dele entrar e sair um pouco dentro do meu cu. Cada movimento mandava uma onda diferente de prazer: uma quente e profunda do anal, outra elétrica e aguda do clitóris.

— Assim… continua… — gemi baixinho, voz rouca.

Ele gemia no meu ouvido, apertando meus seios com mais força, mordendo de leve minha orelha. Eu acelerava os dedos, esfregando o clitóris rápido, o quadril rebolando mais intenso, sentindo o pau dele me encher toda vez que descia.

O prazer foi subindo, denso, pesado, diferente de tudo. Meu cu apertava em espasmos em volta dele, a buceta escorrendo pelos dedos, o corpo inteiro tremendo encostado no dele.

Eu estava perto. Muito perto.

O orgasmo veio subindo devagar, gordo, pesado, como se estivesse trazendo o peso do mundo junto. Não era aquela explosão rápida que eu conhecia. Era algo mais fundo, mais denso, quase doloroso de tão lento. Senti minha pressão caindo, a visão ficando turva nas bordas, o quarto girando levemente. Achei que fosse desmaiar.

De repente, não consegui mais segurar.

Gritei alto. Um grito rouco, desesperado, sem controle nenhum, que fugiu da minha boca e ecoou pelo quarto. Era desespero puro — queria morrer, queria que parasse, mas ao mesmo tempo queria que ele continuasse me fodendo pra sempre.

Quando o orgasmo finalmente chegou, ele me acertou como uma onda violenta.