Capítulo 65

Ele continuou gozando, jatos longos e grossos. Um acertou no meu nariz e escorreu pelos lábios, outro bateu na bochecha da Val e pingou no queixo dela. Nós duas ríamos, lambendo o que conseguíamos, línguas se tocando de novo, trocando o esperma dele entre nós num beijo molhado e sujo no meio da gozada. O resto caiu nos nossos rostos, pescoço, um pouco nos seios. O cheiro forte de porra fresca invadiu tudo.

Felipinho tremia inteiro, gemendo alto, esvaziando tudo. Quando terminou, ele caiu sentado na cama, ofegante, rindo sem ar.

— Porra… isso foi foda demais… olha a cara de vocês duas…

Eu e Val nos olhamos. Estávamos as duas com o rosto todo melado de porra, rindo como idiotas, saliva e esperma escorrendo pelo queixo. Val passou o dedo na bochecha dela, recolheu um pouco e lambeu, fazendo careta misturada com risada.

— Tá salgado pra caralho… — ela riu.

Eu fiz o mesmo, limpando um pouco do meu nariz e colocando na boca, sentindo o gosto dele misturado com o meu próprio melado que ainda estava no pau. O clima era de pura farra: a gente rindo, os meninos zoando, o quarto fedendo a sexo jovem e bagunçado. Eu me sentia leve, safada, viva. Vergonha ainda tinha, mas o tesão e a felicidade de estar ali, fazendo aquilo com eles, falavam mais alto. Mas, tinha um problema...

— E você, irmão, como vai querer? — perguntei num teatrinho, tentando manter a voz leve, mas meu coração já batia forte.

— Eu não sei… nessa brincadeira a gente que saiu perdendo, Nicole! — ele respondeu, rindo forçado.

— Pois é, não é justo! — completei.

Os dois meninos riram, e era verdade. Eles tinham duas opções ali: eu e a Val, enquanto meu irmão e eu… só tínhamos uma. O clima do quarto ficou tenso quando alguém veio com essa bomba:

— Ahn, deixa eu teu irmão te comer Nicole… tu acha que uma metidinha seria esquisito demais? Não é um romance nem nada… por que vocês não tentam?

De todos ali no quarto, a fala veio de quem eu menos esperava: a Val.

Eu olhei pra cara dela, tentando entender de onde tinha vindo aquilo. Ela tinha insinuado algo antes, mas agora… direto assim? Meu estômago deu um nó. Eu não sabia o que responder. E, pra piorar, o que me deixou ainda mais nervosa foi ver o Jonathan — que sempre tem resposta pra tudo — ficar mudo. Branco. Cara de quem levou um soco. Ele só me olhava, sem dizer nada.

O silêncio ficou denso. E eu claramente nervosa.

— Não sei… não acho necessário, sabe? — falei sem graça, voz baixa, quase tremendo. Meu rosto queimava.

Felipinho, pau ainda duro na mão, apertou ele devagar, olhos brilhando de curiosidade safada:

— Nossa, seria louco ver uma porra dessa… tu não teria coragem, Jonathan?

Meu irmão me olhava. Aquele sorriso amarelo, nervoso. Era como se nossa transmissão de pensamento tivesse quebrado de repente. A gente se encarava sem saber exatamente o que o outro estava pensando — ou fingindo não saber. Eu via nos olhos dele o mesmo tesão que eu sentia: o desejo louco de me foder ali, na frente deles, tipo “foda-se”. Mas também o medo. O mesmo medo que eu sentia.

— Vai, Nicole… deixa seu irmão dar uma metida e a gente vê se pega fogo — insistiu a Val, com um sorrisinho malicioso, claramente excitada com a ideia.

Caralho. Meu Deus.

Por dentro eu queimava. Queria tanto. Queria meu irmão me comendo ali, na frente de todo mundo, sem esconder, sem ter que fingir. Queria sentir ele me abrindo, me usando, me enchendo enquanto os dois olhavam. A buceta latejava forte só de imaginar, molhada escorrendo pela coxa. Mas o medo era enorme. Fazer suruba já era sinistro pra caralho. Suruba com irmão… era outro nível. Se alguém descobrisse de verdade, se espalhasse… tudo podia acabar.

Ah… foda-se! — Pensei.

Eu nunca liguei muito pro que os outros diziam de mim. Sempre me chamavam de esquisita, de estranha, de autista, e eu nunca estava nem aí. Respirei fundo, sentindo o coração martelando no peito, a buceta latejando forte de pura vontade. O tesão estava maior que o medo. Eu queria. Queria meu irmão me comendo ali, na frente deles, sem esconder mais.

Criei coragem. Abri a boca pra falar…

Mas meu irmão me interrompeu antes que qualquer som saísse:

— Parem vocês dois com essa conversa errada aí. Eu não tenho tesão nenhum de comer minha irmã!

Jontu falou com uma firmeza fria, quase brava, que desmontou todo mundo no quarto. O tom dele foi tão seco e convicto que acabou com o assunto na hora.

O silêncio que veio depois foi pesado. Felipinho piscou, surpreso, o pau ainda duro na mão. Val olhou pra mim, depois pro meu irmão, com uma cara de quem não entendeu nada. Eu fiquei parada, sentindo um misto estranho no peito — alívio por ele ter salvado a gente… e uma frustração profunda, quente, quase dolorida entre as pernas.

Por dentro eu queimava. Queria gritar com ele. Queria dizer que ele mentia, que ele me comia quase todo dia, que ele gozava dentro de mim gemendo meu nome. Mas não podia. Só baixei o olhar, o rosto pegando fogo, a buceta pulsando vazia e molhada, o corpo todo tremendo de tesão reprimido.

— Val, se você quer tanto que meu irmão faça algo especial… dá o cu pra ele. Ele gosta! — soltei, rindo, mas com a voz rouca de tesão.

— Tá maluca, Nicole?! Ninguém vai comer meu cu não, garota! — Val respondeu na hora, olhos arregalados, rindo de nervoso.