Eu me levantei, sentindo o corpo que ainda latejava — o cu ardia de leve, a buceta molhada de novo só de imaginar o que poderia estar rolando no meu quarto. Aquela sensação que me fazia eu me sentir viva, mulher.
— Caralho… os dois queriam que a gente transasse junto ali. Eu fiquei muito nervosa, irmão.
Meu irmão também olhou pro corredor, se assegurando que ninguém escutaria o que ele dizer em seguida.
— É. Eu fiquei cheio de vontade. Mas eu tinha certeza que você não estava pronta.
Eu soltei o ar pelo nariz, quase um riso sem som.
— Se você não falasse nada… eu quase ia, de verdade.
Ele virou o rosto pra mim, sobrancelha erguida.
— Tu é maluca. Já pensou se isso se espalha?
Fiquei quieta um segundo. O polegar roçou a barra do vestido, inquieto.
— Sei lá… parece que eu vivo numa mentira o tempo todo. Ia ser legal ter pessoas com quem a gente pudesse se abrir de verdade.
Jonathan respirou fundo, se emparelhando comigo de pé no meio da sala.
— Nicole, olha… tudo bem você querer isso. Mas a gente não sabe direito qual é dessa menina. Você conhece ela há pouco tempo. O Felipinho, pelo menos, tá comigo desde o jardim. Ele é mais malandro. Sabe que se falar… a torneira dele seca.
Eu franzi a testa.
— Torneira? Como assim?
Ele riu baixo, como se a analogia fosse genial.
— Torneira… você abre e sai buceta.
Fiquei olhando pra ele, incrédula.
— Quem é a torneira? Eu?
— Não, burra. Eu sou a torneira. Torneira dá água. Se fechar, não sai água. No caso… se eu fechar, não sai buceta.
O silêncio bateu. Eu pisquei devagar, processando a idiotice.
— Entendi… — a voz saiu baixa, quase sem expressão. — E no caso… a buceta é a minha?
— Exato! — ele falou com uma confiança tão grande que eu quase ri.
Eu me fiz de idiota de propósito, só pra ver ele se enrolar.
— Então… se eu quiser dar a minha buceta, eu tenho que pedir pra você abrir a torneira?
Ele fez umas contas rápidas na cabeça e saiu de lado.
— Para, Nicole. Foi só uma analogia. Tu dá pra quem quiser.
— Porque pelo jeito que você falou, parecia meu cafetão — eu ri baixo, sem raiva nenhuma, só enchendo o saco. — Mas olha… se você tiver mais amigos assim, pode abrir essa torneira.
Ele cruzou os braços. Ainda nu, o pau mole balançando entre as pernas.
— Ah! Mas não é justo. Eu posso trazer uns dez caras essa semana se você quiser… e você nem tem amiga pra conseguir pra mim.
A frase bateu fundo. Eu entendi perfeitamente o que ele quis dizer. Mas a cabeça não parava mais.
Dez caras.
Eu fiquei quieta, olhando pra ele sem realmente enxergar. A mente foi longe demais, rápido demais. Vi meu irmão trazendo homens — um atrás do outro, ou todos de uma vez. Uma orgia bagunçada no meu quarto. Corpos suados, mãos me segurando, paus entrando e saindo. E ele ali no meio, do meu lado, me protegendo, me chupando do jeito que eu gosto, olhando pra mim enquanto os outros me usavam. O pensamento veio tão forte que o corpo respondeu sozinho. A buceta se apertou num espasmo involuntário, quente, molhada. Um prazer subiu devagar pela barriga, apertando o peito, roubando o ar. Sem perceber, minha mão foi pro próprio pescoço, apertando de leve, e um gemido baixo, rouco, escapou da garganta.
Foi o gemido que me trouxe de volta.
Quando abri os olhos de verdade, Jonathan estava parado na minha frente. O pau já querendo ficar duro, inchando devagar. E a mão dele… estava por baixo do meu vestido, dois dedos deslizando entre os lábios molhados da minha buceta, sentindo exatamente o quanto eu tinha me molhado só de imaginar.
— Nicole, bora pro quarto do pai, rapidinho?
— Vamos...
Eu nunca tinha feito nada no quarto dos meu pai, eu nunca nem tinha pensado nisso, eu sempre tive minha cama, meu quarto, mas seria ótimo ter uma cama enorme, s o para ver como é. Me deixei ser puxada pela mão e passamos pelo corredor em frente a porta do meu quarto, mas fomos notados assim que passamos e Val quando me viu gritou
— Nicoooole… pera, amiga.
Jonathan entrou no quarto catando as roupas no chão e me deixou sozinha com a Val no corredor. Ela estava de pé, o short ainda aberto, as bochechas vermelhas, o olhar fugindo do meu.
— Amiga… os meninos falaram de trocar de casal, mas eu falei que não. Que era injusto com você…
Eu interrompi antes que ela terminasse.
— Vai, Val. Fica com ele.
Ela mordeu o lábio inferior. O corpo dela entregava tudo: o peito subindo e descendo rápido, as coxas apertadas uma contra a outra, aquele misto de tesão e covardia esperando que alguém empurrasse ela pra frente. Era óbvio que ela queria.
— Ai… eu não sei. Tu não vai ficar bolada não?
— Não, cara. Vai. Eu e meu irmão vamos ficar fora do quarto… — eu sorri de leve, o olhar pesado caindo nela — …ou a piranha quer os dois?
Val me encarou. Vi o choque passar rápido, depois um brilho safado que ela tentou esconder.
— Eu não sei mais de nada… tô muito vadia e tô morrendo de vergonha do que vocês vão achar de mim.
— Então vai. Aproveita.
Eu não esperei resposta. Entrei no quarto só o suficiente pra pegar minha calcinha no chão — o tecido ainda úmido — e saí sem olhar pra trás. Fui direto pro quarto do meu pai, deixei a porta entreaberta e sentei na beirada da cama. O corpo latejava quieto. A buceta molhada, o cu ardendo de leve e esperei ansiosa.
Jonathan apareceu poucos segundos depois, o pau pesado entre as pernas, e fechou a porta atrás de si de um jeito afobado.
— Jontu…
O nome saiu sozinho e foi o tesão que falou por mim.

