Capítulo 27

Ele entrou e, sem dizer uma palavra, segurou a coleira com firmeza, puxando-me como uma cadela. O couro apertou de imediato contra minha garganta, cortando o ar por um segundo. Engasguei, os olhos arregalados, instinto gritando para que eu levasse as mãos ao pescoço. Mas eu não fiz. Sabia que não podia. A humilhação queimou no peito enquanto eu tropeçava atrás dele, pés descalços no chão frio.

"Meu Deus… ele me puxa como animal. E o pior… parte de mim está molhando só com isso", pensei, o rosto ardendo de vergonha.

Ele me conduziu para um espaço que eu ainda não conhecia. Quase todas as paredes eram de vidro, mas as cortinas pesadas estavam completamente fechadas, transformando o ambiente num casulo escuro e sufocante. O ar ali era mais frio, mais carregado. Ele caminhou até uma mesa enorme de madeira escura, sentou-se na cadeira de couro e ligou o computador como se eu não estivesse ali, de pé e imóvel ao seu lado.

Então olhou para o espaço entre suas pernas, o olhar calmo, quase entediado.

— Pegue uma almofada na poltrona. Aqui será seu lugar aos meus pés.

Meu estômago deu um nó violento. A frase caiu sobre mim como um tapa. Eu fiquei parada por meio segundo, processando a humilhação profunda daquilo. "Aos meus pés." Como um animal de estimação. Como algo que ele pode usar quando quiser e ignorar quando não.

— Sim, meu senhor… — murmurei, voz rouca, quase sumindo.

Levantei-me trêmula, peguei a almofada macia e voltei. Coloquei-a no chão, exatamente entre as pernas dele, e me ajoelhei devagar em baixo da mesa. O couro da coleira ainda apertava levemente meu pescoço a cada movimento. Senti o calor das coxas dele tão perto do meu rosto, o cheiro dele invadindo meu nariz. Encostei os joelhos na almofada agachada naquele lugar apertado tentando não tocar as pernas dele.

Ele não disse mais nada. Apenas abriu alguns documentos no computador, o rosto iluminado pela tela azulada, como se eu não existisse. Uma mão descansava casualmente sobre a própria coxa, os dedos perigosamente próximos ao meu rosto.

E eu fiquei ali. Nua, vestindo apenas a coleira, ajoelhada aos pés dele durante um tempo que pareceu eterno. Tempo suficiente para a vergonha crescer, para o desconforto virar dor nos joelhos, para eu começar a pensar seriamente em desistir. "Eu posso ir embora agora… só levantar, vestir a roupa e sumir. Ele disse que eu podia. Por que diabos eu ainda estou aqui?", o pensamento martelava, mas meu corpo não se mexia.

Até que vi sua mão descer lentamente até a fivela do cinto.

O som metálico do couro sendo desafivelado ecoou baixo. Ele abriu o botão da calça com um gesto displicente, quase entediado. Meu coração disparou. "Burra que eu sou… pensei que ele só estava ficando à vontade." Fazia quase duas semanas que eu frequentava aquela casa e aquele homem nunca tinha tentado nada sexual direto comigo. Ele me humilhou, me bateu, me fez mijar no chão, me deixou nua por horas… mas nunca me tocou. E, de um jeito doentio, isso estava me fazendo desejá-lo cada vez mais.

Ele puxou o pau mole para fora.

Fiquei paralisada, olhando. Era bonito mesmo assim, circuncidado, com um peso interessante, a pele macia e limpa. Cheirava bem — um cheiro masculino, quente, sutil. Na penumbra embaixo da mesa, eu mal conseguia ver os detalhes, mas não conseguia desviar o olhar.

"Será que ele quer um boquete? Eu faço? Mas ele não mandou nada… O que eu faço agora?", o pânico e a curiosidade brigavam dentro de mim, a boca seca, a buceta latejando traiçoeira.

Ele não deu ordem alguma. Apenas abriu mais as pernas, devagar, empurrando o quadril um pouco para frente, fazendo meu rosto ficar ainda mais perto. O pau mole balançou levemente com o movimento, quase roçando minha bochecha.

Fiquei ali, respirando o cheiro dele, o coração martelando, a coleira apertando meu pescoço a cada respiração curta. Esperando e desejando qualquer coisa que ele me desse. Morrendo de medo. E odiando o quanto eu queria que ele simplesmente segurasse minha cabeça e enfiasse na minha boca sem pedir permissão.

Até que eu ouvi um som peculiar vindo da mesa acima de mim. Gemidos femininos abafados, acompanhados por uma musiquinha eletrônica barata, típica de pornô de baixo orçamento. Quando entendi o que estava acontecendo, eu quis rir e chorar ao mesmo tempo, sem conseguir acreditar.

Ele estava assistindo pornô.

Bem ali, comigo ajoelhada entre suas pernas, nua e de coleira.

Ele mexia no pau dele com a ponta dos dedos, devagar, quase distraído — subindo e descendo com movimentos leves, sem pressa. Não estava se exibindo. Não estava tentando me provocar. Ele simplesmente estava se tocando como se eu não existisse, como se eu fosse apenas um objeto decorativo aos seus pés.

Meu Deus… ele preferiu bater uma punheta assistindo pornô a me comer ou mandar eu chupar ele.

Eu vi o pau dele crescendo lentamente na mão, ganhando volume, engrossando, a pele esticando enquanto endurecia. Era bonito, grosso, bem formado, a cabeça rosada aparecendo devagar. Senti meu corpo vibrar inteiro, um calor traiçoeiro subindo pela barriga. Fiquei levemente molhada, as coxas apertadas uma contra a outra, tentando disfarçar a excitação que me invadia.

Eu estava tensa, humilhada, confusa… mas aquilo estava me dando tesão. Um tesão doentio, absurdo, que me fazia odiar a mim mesma.

Fiquei ali, respirando o cheiro dele, o som dos gemidos da mulher do pornô enchendo o silêncio, o pau dele cada vez mais duro a poucos centímetros do meu rosto, e não consegui decidir se queria que ele me ignorasse para sempre… ou que finalmente olhasse para baixo e usasse minha boca.

E eu não resisti.

Sem conseguir me controlar, deixei uma mão escorregar devagar entre minhas pernas, aproveitando a escuridão e a proteção da mesa. Meus dedos tremiam quando tocaram minha buceta inchada, já molhada de vergonha e tesão. Comecei a me tocar devagar, bem devagar, circulando o clitóris com a ponta dos dedos enquanto mantinha os olhos fixos no pau dele, que subia e descia a poucos centímetros do meu rosto.