Capítulo 30
Senti o rosto queimar. “Foi ele quem gozou em mim, caralho. Eu suei, sim, mas com aqueles produtos sem cheiro nenhum que ele me obriga a usar… só pode ser algum jogo idiota dele. Ele tem problema com cheiro, com certeza.” O pensamento girava rápido, misturado à humilhação que descia quente pela garganta.
— Abra suas nádegas — ordenou, como quem pede para passar o sal.
Obedeci sem hesitar. Estendi os braços para trás, segurei cada banda da minha bunda ainda dolorida e puxei, abrindo-me timidamente. A pele esticada ardia onde ele havia batido.
— Mais.
Estiquei um pouco mais, sentindo a carne repuxar.
— Mais, Luana.
Mudei a pegada, enchi as mãos com mais força, os dedos afundando na pele machucada. Puxei com vontade, arreganhando-me inteira. A entrada da minha vagina esticou até doer, exposta, aberta, vulnerável ao ar frio do escritório. O latejar da surra se misturava agora a uma sensação estranha de vazio, de exposição completa.
“Caralho… que coisa vergonhosa. Eu quase quis rir de tanto nervoso. Aqui estou eu, de coleira, bunda vermelha, abrindo o cu e a buceta pra ele inspecionar como se fosse mercadoria estragada.”
O silêncio dele era pior que qualquer tapa. Eu sentia o olhar percorrendo cada detalhe exposto, avaliando, julgando. Meu corpo tremia levemente com o esforço de me manter aberta, as coxas molhadas, o coração martelando forte contra a mesa. A ardência na pele, o cheiro dele fresco contrastando com o meu, a humilhação crua… tudo se misturava num turbilhão que fazia minha respiração ficar curta e meu sexo pulsar, traidor, ainda mais exposto.
E no meio daquela vergonha absurda, o desejo só crescia. Queria que ele parasse de olhar e me tomasse de uma vez. Queria que enfiasse tudo, sem piedade, até eu esquecer meu próprio nome. As lágrimas voltaram a escorrer silenciosas enquanto eu me mantinha arreganhada, esperando o próximo comando como a cadela obediente que ele estava me transformando.
O que veio a seguir foi difícil de compreender no primeiro instante. Senti algo gelado escorrendo pelo meu rego, mas não era um gelado comum. Era algo que gelava e queimava ao mesmo tempo, uma sensação contraditória que subia pela espinha e descia direto para o meu ventre. Ele tinha espremido uma quantidade absurda de lubrificante viscoso em toda a minha bunda. O líquido escorria abundante, frio demais, escorrendo pelas dobras da pele espancada, entrando devagar na minha vagina aberta e pingando no chão em fios grossos e transparentes. Eu precisei prender a respiração para não soltar um gemido de prazer.
O ar virou um martírio. Tudo estava mais sensível agora. A queimação quente das nádegas marcadas contrastava de forma ridícula com o frio intenso do lubrificante escorrendo no meio. Minha pele arrepiada tremia, os músculos internos contraíam sozinhos, e eu sentia cada gota descendo, invadindo, escorrendo pela entrada da minha buceta como se estivesse me preparando para algo maior.
Ele espalmou os dedos e me alisou sem nenhum carinho. Era um gesto prático, quase impessoal, como quem espalha creme em uma superfície. Os dedos grossos e quentes deslizaram pelo meu cu primeiro, subindo e descendo devagar pelo rego, espalhando o lubrificante espesso até que a pele ficasse completamente escorregadia. Depois desceram, abrindo meus grandes lábios com a mesma falta de delicadeza, esfregando o líquido viscoso por toda a extensão da minha buceta, cobrindo os pequenos lábios, circulando a entrada, pressionando de leve o clitóris inchado. O lubrificante entrava em mim aos poucos, frio, espesso, e eu sentia o formigamento começar — um calor estranho, elétrico, que subia pelas paredes internas da vagina e fazia tudo pulsar mais forte.
“Ele está me lubrificando… está se certificando que tanto o cu quanto a buceta fiquem escorregadios. Ele vai me comer. Vai me foder de verdade agora.”
O pensamento veio quente, misturado ao desconforto e à excitação. Eu amava aquilo. Amava cada segundo, mesmo com o ardor da pele espancada, mesmo com o frio que queimava, mesmo com a humilhação de estar aberta e exposta sobre a mesa. Meu corpo respondia traidoramente: a buceta latejava, escorria mais, apertava ao redor do nada.
Dois dedos dele desceram até a entrada do meu cu. Pressionaram. Eu me preparei, mas ainda assim o primeiro dedo entrou fundo de uma vez, sem aviso, abrindo o anel apertado com uma dor aguda e súbita que fez meus dedos apertarem as bandas da minha própria bunda com mais força. Um gemido baixo escapou entre meus dentes cerrados. A dor era real — um ardor seco, invasivo —, mas o lubrificante frio fazia o formigamento se espalhar rápido, transformando a sensação em algo confuso, algo que misturava desconforto com uma excitação profunda, visceral.
Ele não parou. O dedo girou devagar dentro de mim, abrindo espaço, espalhando o líquido gelado pelas paredes sensíveis. Eu sentia cada centímetro, cada movimento, o contraste entre a queimação externa da surra e o frio ardente dentro do cu. Meu corpo inteiro tremia. As lágrimas voltaram a cair, mas não eram só de dor. Eram de desejo, de mais pura rendição e tesão cru.
“Mais… por favor, mais fundo… me prepara direito… eu quero sentir ele inteiro.”
Eu continuei segurando minhas nádegas abertas, sentindo o lubrificante escorrer pela minha pele, pingar no chão, entrar em mim, fazer tudo formigar e latejar. E no meio daquela mistura de dor, frio, calor e humilhação, eu senti a corrente da minha coleira ser esticada e apertar meu pescoço me obrigando a levantar a cabeça de tal forma que minhas costas se arquearam para trás.
"É agora..." eu sorri como uma vadia.
Apertei minha bunda com força, os dedos cravados na carne dolorida para que as nádegas não escorregassem. O lubrificante frio escorria por todo lado, tornando tudo escorregadio e ainda mais exposto. Então senti algo pressionando contra o meu cu — grosso, arredondado, insistente. O movimento inicial me fez travar por reflexo, o corpo inteiro se contraindo em protesto. Mas antes que ele pudesse repreender, eu respirei fundo e relaxei, abrindo-me para o que quer que fosse.

