Capítulo 25

Todo mundo sabia que podia acontecer a qualquer momento. E era exatamente o que todo mundo queria. A tensão estava tão grossa que dava pra cortar com faca. Eu sentia minha própria respiração acelerada, a buceta latejando de expectativa, e via nos olhos dele o mesmo fogo misturado com medo. Ele só precisava de um empurrãozinho pra admitir.

Ele me olhou, olhou pro lado, respirou fundo buscando coragem pra dizer as palavras e finalmente soltou:

— Eu topo, só não sei se consigo, tá?

Eu olhei com o coração na boca, batendo forte, sorri desajeitada.

— Tá, mas faz um favor, por mim? — fiz uma pausa pra olhar o corpo dele inteiro mais uma vez — Não tira a roupa nem a maquiagem?

Ele entendeu a malícia na hora, os olhos brilharam um pouco mais, e eu dei as costas voltando pro quarto.

João estava sentado na cama mexendo no celular, mas dava pra ver que ele estava nervoso pra caralho, o pau já meia-bomba marcando na bermuda. Eu não deixei ele pensar. Se ele pensasse ia demorar uma eternidade pra chegar numa resposta e eu não estava com saco pra aturar aquilo agora.

Sentei no colo dele e coloquei as mãos dele direto na minha bunda, deixando o celular cair de lado na cama. Ele tentou protestar, abriu a boca pra falar alguma coisa, mas eu não dei tempo.

— Cala a boca, não pensa, só faz o que eu mando.

Coloquei minhas mãos pra frente enquanto beijava ele com força. A língua entrou na boca dele sem pedir licença, quente, molhada, girando devagar no começo e depois mais urgente, chupando a dele como se quisesse engolir tudo. O gosto de cerveja ainda estava lá, misturado com o sal do suor dele. Eu gemia baixo na boca dele, sentindo o corpo dele reagir na hora, o pau endurecendo rápido contra minha coxa.

Enquanto beijava, desci a mão pela barriga dele, abrindo o botão da bermuda com pressa, puxando o zíper e enfiando a mão por dentro da cueca. O pau dele já estava quente, duro, pulsando na palma da minha mão. Apertei de leve, subi e desci devagar, sentindo a pele macia deslizar sobre as veias marcadas. Ele gemeu alto no meu ouvido, o primeiro gemido rouco que me fez apertar mais forte.

Ele apertava minha bunda com as duas mãos, os dedos procurando os espaços do short, tentando entrar por baixo do tecido. Eu sentia os dedos abusados dele roçando a entrada da minha buceta, brigando com a calcinha molhada, escorregando na umidade.

Levantei do colo dele rápido, puxei a bermuda junto com a cueca pra baixo de uma vez, deixando o pau dele pular livre, duro, apontando pra cima, a cabeça brilhando de linda e me ajoelhei entre as pernas dele, segurei na base com uma mão e comecei devagar.

Primeiro só lambi a cabeça, língua plana, subindo devagar, sentindo o gosto salgado e quente na boca. Ele tremeu inteiro. Depois envolvi a cabeça com os lábios, chupando suave, só a ponta, girando a língua em volta, deixando tudo bem molhado. Desci mais um pouco, deixando a saliva escorrer pelo pau inteiro, subindo e descendo devagar, sentindo cada veia na língua, o calor pulsando na minha boca.

Eu olhava pra cima o tempo todo, vendo a cara dele se contorcer de prazer, os olhos semicerrados, a boca entreaberta soltando gemidos baixos. Apertei o saco dele com a outra mão, massageando leve, sentindo as bolas pesadas e quentes. Chupei mais fundo, deixando ele entrar até onde cabia sem forçar, a boca cheia, quente, molhada, sugando devagar enquanto subia e descia. A saliva escorria pelos cantos da boca, pingava no colo dele, deixando tudo escorregadio e brilhante.

Caprichei no espetáculo: lambidas longas na lateral, beijos molhados na cabeça, chupadas ritmadas com a mão acompanhando o movimento, apertando na base toda vez que subia. Queria deixar ele louco, excitado ao máximo, pronto pra topar qualquer coisa que viesse depois.

Ele gemia mais alto agora, as mãos no meu cabelo, não puxando, só segurando, como se precisasse de algo pra se ancorar. Eu sentia o pau dele pulsar mais forte na boca, o corpo dele tremendo de leve. Estava quase lá, mas ainda não ia deixar gozar. Queria ele no limite.

Levantei o rosto, lambi os lábios devagar, olhando pra ele, e vi que a atenção dele não estava em mim. Estava na porta do banheiro. Virei pra olhar e ali, parado de forma performática, estava Alfredo. Como um femboy perfeito. Ele tinha retocado a maquiagem, os olhos grandes e delineados de novo, boca vermelha brilhante, meias arrastão pretas subindo até o meio da coxa, uma calcinha minúscula de renda quase transparente, torso nu e a peruca preta longa caindo reta pelas costas. Os saltos altos faziam as pernas parecerem infinitas.

Na hora eu entendi o olhar do João. Só consegui morder os lábios e soltar um único som rouco.

— Vem…

O mundo parou completamente pra ver ele dando passos lentos em cima dos saltos, o quadril balançando de leve a cada passada, a calcinha marcando o volume pequeno. Ele se aproximou da cama e se sentou ao nosso lado, bem perto, o joelho encostando na minha coxa. Olhava direto pro pau do João com uma fome descarada nos olhos, mas dava pra ver que estava levemente nervoso, as mãos tremendo um pouco no colo.

— Vem, pega… — falei com a voz tremendo de tesão.

— Posso? — ele perguntou olhando pro João, que deve ter assentido, porque Alfredo se inclinou devagar.

— Eu não sei fazer, me ensina?

Eu ri maliciosamente, me levantei um pouco e ajudei segurando os cabelos da peruca preta pra trás, abrindo espaço pra ele. Observei o segundo show dele da noite.

Alfredo se abaixou devagar, primeiro só encostou os lábios na cabeça, tímido, testando. Depois abriu a boca e envolveu a glande inteira, chupando suave, a língua rodando devagar em volta. João soltou um gemido baixo, o corpo inteiro tenso. Alfredo desceu mais, deixando o pau entrar devagar na boca quente e molhada, subindo e descendo ritmado, a saliva escorrendo pelos cantos, pingando no colo do João. Ele tentava ir fundo, mas engasgava um pouco, voltava pra cabeça, lambia comprido da base até a ponta, os olhos grandes olhando pra cima o tempo todo, buscando aprovação.

Eu me afastei um pouco da cama, ficando de pé, e comecei a tirar minha roupa sem pressa. Primeiro a blusa, depois o short, deixando a calcinha e o sutiã por últimos. Dali, eu tinha uma visão completa: os dois na cama, Alfredo de joelhos entre as pernas do João, a boca cheia, a peruca balançando a cada movimento, as meias arrastão esticadas nas coxas finas, o torso nu brilhando de suor. João deitado de leve pra trás, mãos apertando o lençol, o pau desaparecendo e aparecendo na boca do amigo, gemendo rouco, o rosto contorcido de prazer misturado com um incômodo que ele não conseguia esconder. Ele não tocava Alfredo, as mãos ficavam longe, como se ainda estivesse processando, mas deixava acontecer. O corpo dele traía tudo: quadril subindo de leve, pau pulsando na boca, respiração pesada.

Era surreal. Era gostoso pra caralho. Ver meu namorado sendo chupado pelo nosso amigo vestido de menina, os dois perdidos naquele momento, eu ali de pé assistindo tudo, a buceta latejando tanto que escorria pela coxa. O ar do quarto parecia mais quente, mais denso, cheio do som molhado da boca de Alfredo e dos gemidos baixos do João.

Eu mordi o lábio com força, sentindo o corpo inteiro formigar.