Capitulo 28
Meu coração deu um salto torto dentro do peito quando a ideia piscou na minha cabeça, rápida e gelada. "E se o João descobrir que gosta mais disso do que de mim?" Um medinho bobo apertou minha garganta, como se eu não tivesse como competir com aquele corpo liso e macio que se oferecia ali na cama. Balancei a cabeça de leve, mordendo o canto do lábio, tentando empurrar o pensamento pra longe. Tarde demais pra voltar atrás agora. O ar do quarto já estava pesado, quente, cheio do cheiro de suor misturado com saliva e aquele perfume doce que a pele do Alfredo soltava quando ele se contorcia.
João estava ajoelhado entre as pernas abertas dele, o corpo grande inclinado pra frente como se fizesse um ritual que eu já conhecia bem. As mãos dele, grandes e ásperas, seguravam firme as coxas finas do Alfredo, abrindo mais ainda, os polegares pressionando a pele lisa. O pau dele — grosso do jeito que eu gosto, normal, quente — roçava devagar na entrada rosada e apertada, circulando, empurrando de leve, testando. Não entrava. Só deslizava, brilhando da saliva que ele mesmo cuspira ali, o prepúcio esticando e relaxando a cada movimento quase ritualístico.
Alfredo respirava pesado, o peito subindo e descendo rápido, as meias arrastão pretas esticadas nas coxas tremendo de leve.
— Tem lubrificante? — perguntei, a voz saindo rouca, quase sumida.
Ele mal conseguiu responder, só apontou pro banheiro com o queixo, os olhos semicerrados, lábios vermelhos entreabertos soltando um gemidinho baixo e molhado.
Levantei rápido. Minhas pernas tremiam tanto que os joelhos pareciam de gelatina, os peitos balançando livres e pesados a cada passo, mamilos roçando o ar quente do quarto. Corri descalça pro banheiro, os pés grudando no chão frio, o coração martelando nos ouvidos. Abri a gaveta com as mãos suadas, peguei o frasco gelado de lubrificante e voltei quase correndo, sentindo o líquido escorrer quente pela parte interna da minha coxa.
Quando entrei de novo no quarto, parei no meio do caminho, o ar prendendo na garganta.
João tinha o pau inteiro do Alfredo na boca.
Não era o jeito suave que eu fazia, lambendo devagar, explorando cada centímetro. Era bruto, focado, repetitivo. A cabeça dele subia e descia com força, os lábios esticados ao redor da grossura rosa, chupando fundo, quase até a base. O som molhado enchia tudo — saliva escorrendo pelos cantos da boca dele, pingando no saco liso e perfeito do Alfredo. As veias do pau dele pulsavam visíveis, brilhando, a cabeça inchada sumindo e aparecendo entre os lábios do João. Ele não parava. Chupava como se quisesse tirar tudo, a língua pressionando por baixo, os dedos apertando as bolas macias, massageando, puxando de leve.
Alfredo se contorcia na cama inteira, o corpo arqueando, quadris subindo sozinhos pra encontrar aquela boca quente. As mãos dele agarravam o lençol com força, os nós dos dedos brancos. Os gemidos saíam altos, descontrolados, quase gritos abafados que faziam minha buceta pulsar forte:
— Ahh… porra… assim…
As coxas dele tremiam nas meias arrastão, o saco rosa perfeito brilhando de saliva, o pau latejando entre os lábios do meu namorado. João gemia baixo contra a pele, um som rouco e faminto que eu nunca tinha ouvido dele daquele jeito. Ele parecia amar cada segundo — o jeito duro, repetitivo, concentrado, como se tivesse descoberto algo novo e não conseguisse parar.
Fiquei ali parada um segundo, o lubrificante gelado na mão, o peito subindo e descendo rápido. Meu corpo inteiro queimava. A buceta latejava inchada, escorrendo sem parar. Ver o João chupando com tanta vontade, o pau do Alfredo desaparecendo na boca dele, me deixou molhada de um jeito quase dolorido. O medinho bobo ainda piscava no fundo da cabeça, mas o tesão era muito maior. Muito mais quente.
Dei um passo pra frente, os pés descalços grudando no chão quente do quarto, e me ajoelhei ao lado deles. O frasco de lubrificante escorregou um pouco entre meus dedos trêmulos quando abri a tampa. O cheiro doce e quente de sexo já tomava tudo — suor, saliva, pele excitada.
— Jão, aqui… passa nele… — murmurei, entregando o frasco.
João me olhou com o rosto todo vermelho, como se tivesse engasgado com o próprio ar. Pegou o lubrificante da minha mão, os dedos dele quentes e um pouco desajeitados. Alfredo me encarava do colchão, os olhos grandes e nervosos, o corpo todo tenso, pernas abertas nas meias arrastão pretas. Parecia eu na primeira consulta com o ginecologista: curiosa, ansiosa e cheia de medo.
Ninguém falava nada. O quarto ficou em silêncio, só se ouvia a respiração pesada dos três. Ninguém dava ordem, ninguém sabia direito como fazer. Em filme pornô era tudo orquestrado, posição certa, gemido na hora exata. Aqui a gente era só três jovens nervosos, curiosos pra caralho, o coração batendo forte no peito.
João apertou o frasco. O gel transparente escorreu devagar entre os dedos dele, brilhando sob a luz fraca do abajur. Ele espalhou primeiro na própria mão, depois passou devagar na cabeça rosada do pau dele, cobrindo tudo com uma camada grossa e brilhante. Depois desceu a mão pro cu do Alfredo, circulando o buraquinho apertado com a ponta do dedo médio, espalhando o lubrificante gelado. Alfredo soltou um suspiro longo, o corpo inteiro arrepiando, a pele lisa do ventre tremendo de leve.
João se posicionou melhor, joelhos afundando no colchão. Segurou o próprio pau pela base, a cabeça grossa e brilhante encostando na entrada rosada. Empurrou devagar. Bem devagar. Vi a cabeça forçando, abrindo espaço milímetro por milímetro. O anel apertado do Alfredo resistiu um segundo, depois cedeu com um leve tremor, engolindo a glande inteira. Alfredo soltou um gemidinho agudo, os dedos cravando no lençol. João parou, respirando fundo, só a cabeça dentro, as veias do pau dele pulsando visíveis.
Empurrou mais. Centímetro a centímetro. O pau dele desaparecendo devagar na bunda lisa do Alfredo, o lubrificante escorrendo pelos lados, brilhando. Alfredo arqueou as costas, a boca entreaberta, os olhos semicerrados. João gemeu baixo, rouco, quando meteu até a metade, o quadril tremendo de esforço pra se controlar.
— Vê… vem chupar ele — mandou João, a voz grossa, quase rouca.
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