Capítulo 4

Eu estava numa sinuca de bico, se eu mandasse ele poderia correr atrás de mim querendo me comer e era ponto para mim, mas poderia ficar desanimado por ter o que queria muito cedo, sei lá me chamar de puta.. E eu tava mais a inclinada e fazer um cu doce agora e deixar ele lutar um pouco. Na real, eu tinha um pouco de vergonha, só um pouco

Quica: só mostro a princesa ao vivo.

Jonas: Ahn! E sua princesa quer um principe?

Quica: SSSSSSIIIIIIIIIMMMM!

Jonas: Pooooxa! Vai me deixar eu dormir assim?

Quica: Você já viu o suficiente… até demais, pra falar a verdade. O resto, só ao vivo.

Só ao vivo. Se isso não fosse dar mole, minha amiga… então o homem era burro demais. Eu já estava de quatro, só esperando ele.

Jonas: E quando a gente vai sair?

MEU DEUS! O homem me chamou pra sair! Era isso mesmo?
Mas pra onde ele ia me levar? Eu não acreditava que teria coragem de andar de mãos dadas comigo no shopping — ele, cinco anos mais velho que eu. Entendeu meu drama?

Quica: Não faço ideia… minha mãe mal me deixa sair de casa kkkk

Jonas: Quer vir aqui pra casa?

Quica: Pra sua casa?

Dava pra ir, sim. Eu podia inventar que tinha que resolver algo na escola de manhã e sumir um pouco. Mas tinha uma coisa que me deixava bolada: ele ia querer me comer. E eu nunca tinha dado. Eu teria que avisar isso pra ele?

Jonas: Sim, a gente pode ficar aqui de bobeira, e depois você vai pra escola à tarde. O que tu acha?

Quica: Eu acho que você tá esperando uma coisa que… eu não sei se tô acostumada, entende?

Olha eu dando pra trás. Mas era verdade.
O cara tinha que chegar devagar, senão eu corria. Eu tinha medo, porra.
Queria. Tava doida pra dar pra alguém. Mas ainda assim… tinha medo.

Jonas: Sei, tô ligado… tranquilo quanto a isso. A gente fica de boas. Mas… eu vou poder te dar uns beijinhos?

Beijinho? Ah, fala sério.

Quica: Beijinho? Vai pedir pro meu pai primeiro?

Jonas: Acho que ele vai dizer não!

Quica: Vai mesmo!

Jonas: Tá… que horas então?

Quica: De manhã, né… porque de tarde eu vou pro colégio.

Jonas: Oito… nove… dez… você que sabe, eu acordo cedo.

Quica: Tá bom… pode ser às nove.

Jonas: Combinado. Mas… me manda uma fotinha?

Eu já estava toda atirada mesmo… mas não queria mostrar tudo de uma vez. Só queria provocar, atiçar, deixar ele com mais vontade.

Fui até o espelho, fiquei de pé e cruzei as pernas, uma na frente da outra. Tirei a foto de lado, o braço levantado segurando o celular. A camisola já tinha escorregado pelo corpo, e agora não tinha calcinha. Ele podia ver cada curva, cada linha.

Na parte de baixo, nada escancarado — as pernas fechadas escondiam quase tudo. Mas dava pra ver o sombreado suave dos meus pelos pubianos aparecendo, aquele “penteado” discreto que desenhava a entrada da minha bocetinha. Era só um detalhe, mas um detalhe que gritava.

Não mostrava tudo, mas deixava claro demais o que tinha ali.
E era exatamente isso que eu queria: provocar, sem entregar.

Eu não consegui dormir essa noite, amanhã eu ia dar, e estava cheia de energia.

Continua...

Quando a conversa acabou, eu estava elétrica. Excitada pela troca de fotos, pelo pau dele, e ainda mais pela possibilidade de finalmente dar no dia seguinte.

Olha… eu não tinha medo da dor. Nunca tinha transado, mas já me masturbava, já tinha enfiado, digamos… algumas coisas. Hímen era uma coisa que eu não tinha fazia tempos — se é que um dia tive. Pelo menos quando olhava no espelho, nunca achei nada ali.

Minha preocupação era outra: não saber fazer as coisas. Porque eu não sabia mesmo. Pra mim tudo era teoria. Boquete, por exemplo: eu só sabia que não podia deixar encostar os dentes, que tinha que ser bem molhado. Já na hora de dar, uma amiga uma vez me ensinou que era pra colocar a mão nas costas do boy, segurando firme, pra ele não meter tudo de uma vez. Senão ia doer demais.

Deitei na cama, maravilhada com as duas fotos que tinha conseguido. Ficava indo e voltando de uma pra outra, passando os dedos na tela como se pudesse sentir a pele dele.

Mas o que mais me chamava atenção era o pau dele. Comprido, grosso na medida, com aquela cor rosada com um capuzinho. Parecia grande, do tipo que enchia a mão. Na minha cabeça, eu comparava com um tubo desses de desodorante compridinho, sabe?

E eu sabia bem o que era isso… porque um desses já tinha ido parar dentro de mim uma vez. Quase foi o maior vexame da minha vida. A porra da tampa ficou presa lá dentro, e eu tive que me encolher de cócoras, suando de nervoso, até conseguir tirar a danada. Foi um baita susto.

Mas ao mesmo tempo… lembrar da sensação de algo grosso e frio entrando em mim agora me arrepiava. Eu olhava a foto dele e imaginava o contrário: quente, pulsando, vivo. E a vontade crescia. Minha buceta já estava úmida de novo, escorrendo pelo meio das pernas. Eu mordia os lábios, pensando que no dia seguinte talvez fosse de verdade.

Apaguei a luz, me enrolei no lençol e fiquei ali, deitada de lado, o celular ainda na mão, a tela iluminando meu rosto.
Fechei os olhos e imaginei.

Eu me via encostando nele, sentindo a boca quente do Jonas na minha. Um beijo lento, molhado, língua encontrando língua, aquele choque doce que arrepia até a nuca. Eu me derretia só de pensar.

As mãos dele desciam pelo meu corpo com calma, firmeza de homem que sabe o que faz, mas com um cuidado que me desmontava. Primeiro no meu rosto, passando os dedos devagar como se quisesse decorar cada traço. Depois no meu pescoço, deslizando pra baixo até segurar minha cintura, me puxando contra ele.