Capítulo 7

Quando a boca dele encostou na minha, meu corpo travou por um instante. O beijo veio lento, firme, a língua dele roçando na minha de leve, até invadir devagar, como se soubesse exatamente como me deixar mole. O gosto era fresco, de pasta de dente, misturado ao calor dele.

Sentados no sofá, nossas pernas se encostaram primeiro. A coxa dele roçava na minha, quente, firme, e aquilo já me deixava arrepiada. A mão dele subiu pela lateral do meu braço até segurar minha nuca, trazendo minha boca mais fundo contra a dele. Os lábios dele eram macios, mas sugavam os meus com força, mordendo de leve, depois chupando meu lábio inferior de um jeito que fez meu ventre se contrair. Quando a língua dele rodou dentro da minha boca, eu soltei um gemidinho abafado sem querer.

O peito nu dele não estava colado no meu inteiro, mas eu sentia o calor que vinha dele, a pele esbarrando quando ele se inclinava pra me puxar. A mão dele escorregou da minha nuca pra cintura, me apertando de lado, o polegar quase tocando a beira do meu peito. Eu fiquei mole. As pernas querendo se abrir, as mãos perdidas, sem saber se agarrava o braço dele ou se segurava no sofá. O tesão subiu direto, um choque que deixou minha respiração curta e a boca entregue. Eu estava derretendo ali, sem defesa nenhuma.

A língua dele entrava na minha boca sem pressa, quente e úmida, brincando com a minha como se quisesse provar cada canto. Ele alternava entre sugar meu lábio e invadir de novo, mais fundo, me deixando sem ar. A textura da língua dele contra a minha era macia e molhada, e a forma como se movia me dava arrepios, como se estivesse me fodendo com a boca.

De repente, ele se inclinou mais e o peso do corpo dele caiu sobre o meu. O sofá afundou, e eu fiquei deitada por baixo dele. Senti o calor do peito nu dele prensando contra meus seios, a respiração dele batendo quente no meu rosto. Meus reflexos falharam: eu não abri as pernas. Fiquei ali, dura de nervoso e de tesão ao mesmo tempo, sem saber se deixava ou se travava. Mas minhas mãos se moveram sozinhas. Subiram pelas costas dele, explorando a pele quente, deslizando até os ombros largos. Arranhei de leve, puxando, como se quisesse colar ele mais em mim.

O beijo não parava. A língua dele girava na minha, sugava, lambia, me deixava completamente mole, respirando só no ritmo dele.

De repente, ele mudou de posição, ficando meio de lado sobre mim. A boca dele desceu devagar pelo meu queixo até o pescoço. A cada chupada lenta, eu gemia baixinho, sentindo os pelos do corpo se eriçarem. A respiração dele quente contra minha pele me fazia estremecer. Enquanto me beijava ali, a mão dele deslizava até minha barriga. Primeiro só roçando, depois desenhando círculos com a ponta dos dedos, arranhando de leve. Era tão suave que me deixava arrepiada da cabeça aos pés.

Meu corpo reagia sozinho: eu me arqueava, levantando o peito, procurando mais. O nervoso me consumia, mas junto vinha uma onda de tesão tão forte que eu não conseguia segurar os gemidos. Era como se cada toque ligasse um fio elétrico por dentro de mim. Eu estava entregue, tremendo, ansiosa, sentindo a barriga se contrair a cada movimento da mão dele, a cada mordida no meu pescoço.

Ele desceu a mão e, com calma, soltou o botão da minha calça. Não falou nada, não fez alarde. Era como se quisesse me testar, ver se eu ia reclamar. Eu prendi a respiração, mas não recuei. Depois disso, a mão dele subiu de volta, entrando por baixo da minha blusa. A pele da palma era áspera, quente, e o contraste com a minha pele macia fez meu corpo inteiro arrepiar.

Ele deslizou devagar, roçando de leve por toda a barriga, subindo até alcançar os seios. Não apertou de uma vez — brincava, passando os dedos de leve, contornando por baixo. Às vezes a ponta da mão escapava pela beira da blusa, roçando a parte exposta do peito, onde a pele ficava arrepiada no contato com o ar. Era como se ele quisesse me enlouquecer, provocando com o mínimo de toque. Minha respiração já saía curta, os gemidos presos na garganta. Cada vez que ele passava os dedos de leve pelo contorno dos seios, parecia que meu corpo inteiro vibrava, pedindo mais.

— Por que você tá me torturando? — soltei, sem nem perceber que aquilo era pra ficar só na minha cabeça.

Ele ouviu, parou de me beijar e encostou o rosto bem perto do meu. Passou a mão na minha testa, ajeitou meu cabelo de lado e disse baixo:

— Porque eu quero te dar uma coisa…

Eu quase abri a boca pra perguntar “o quê?”, feito uma idiota. Mas me segurei. Só sorri de canto, sacana, dizendo sim com os olhos. Por dentro, feliz da vida, porque eu sabia que até depois do almoço não estaria mais no time das cabaças da minha sala.

Ele se levantou e me puxou pela mão, rindo.

Me puxou pra dentro e já me atacou com outro beijo, mais urgente, cheio de paixão. A língua dele dominava a minha, o corpo dele pesando contra o meu. Suas mãos foram direto na barra da minha blusa, e em poucos segundos ele já a tirava, me deixando exposta. Eu fiquei só de sutiã na parte de cima, sem reação, cruzei os braços cobrindo o peito, morrendo de vergonha. Ele começou a rir da minha cara.

— Não quer? — falou, e logo se jogou quicando na cama, deitado de qualquer jeito. — Então tá bom!

Aquilo me deixou ofendidíssima. Pelo menos a minha cara era de ofendida, mas por dentro eu sabia muito bem que não era nada disso.

— Não faz isso! Eu só tô com vergonhaaaaa! — reclamei, já rindo nervosa, tentando me justificar.