Capítulo 8

Ele não disse nada. Então, tentando ser sexy — ou achando que estava sendo, passei lentamente os braços por baixo das alças, do jeito que fazia em casa quando tirava a roupa sozinha. Virei o sutiã ao contrário, abri o fecho com a mão tremendo e, quando soltou, joguei rápido em cima da mesinha.

Respirei fundo. Era a primeira vez que um homem via meus peitos assim. Eu não sabia onde enfiar a cara, nem o que fazer com as mãos. Fiquei sem graça, perdida. O contato com o ar frio me arrepiou na hora. Os bicos endureceram imediatamente, rosados, apontando, e eu senti um choque correndo pelo corpo. Era como se até o silêncio do quarto olhasse pra mim.

Fiquei ali, desajeitada, sem saber se cobria ou deixava à mostra. Era a cena mais ridícula e excitante ao mesmo tempo: meu strip nervoso, sem graça, mas real. E se foi broxante, eu nunca vou saber. O que eu vi foi ele, deitado na cama, a mão apertando o volume duro por baixo da bermuda. Parecia comprido, pesado. E claro que ele percebeu quando eu notei aquilo — porque a minha respiração mudou na hora.

O safado percebeu meu olhar e, sem pressa, levou as mãos à bermuda. Abriu o botão e puxou devagar, como se quisesse me provocar ainda mais. Eu estava em pé, me contorcendo de vergonha, vigiando cada movimento dele como se fosse proibido.

Quando a bermuda escorregou pelas pernas dele, fiquei sem ar. Por baixo, uma cueca de algodão folgada, clara, dessas bem simples. Mas não era a cueca que chamava atenção. Era o pau dele, duro, estufando o tecido, marcando o volume de um jeito que não deixava dúvida nenhuma.

Eu engoli seco, o coração disparado, as pernas bambas. Só conseguia olhar praquilo, e sabia que ele percebia cada segundo do meu nervosismo — e gostava disso.

Ele apontou pro meu jeans e abriu um sorriso safado:

— Não vai tirar? Não é justo… eu tô só de cuequinha.

Eu ri nervosa. Mas nunca uma calça foi tão difícil de tirar na minha vida. A maldita não passava das minhas ancas. Talvez porque eu tentasse fazer um charme, mexer devagar, como se fosse sexy. Mas a realidade era outra: parecia que o jeans tinha colado na minha bunda. Quando ia fazer xixi, eu abaixava a calça com a calcinha junto, rápido. Mas ali, diante dele, tentando tirar devagar, ficou tudo embolado. Tive que rebolar de leve, dando uns pulinhos pra soltar o tecido preso nas coxas. Me senti uma idiota, parecendo uma marmota desengonçada.

E pra piorar, a calça enganchou nos tênis. Fiquei ali, com ela presa nos calcanhares, tendo que me abaixar pra puxar de vez. Nada de sensualidade — só eu quicando na frente dele, bufando de vergonha, arrancando o jeans de qualquer jeito. Quando finalmente consegui, fiquei só de calcinha e meias, rindo nervosa. A calça, embolada nos tênis e jogada no chão do quarto. Ridículo ou não, eu sabia que, do jeito que ele olhava, aquilo não tinha tirado nem um pouco do tesão dele.

— Agora vem…

E eu fui.

Eu fui, mas aquilo ficou martelando na minha cabeça. Na minha fantasia, eu achava que era ele que ia tirar minha roupa, devagar, de um jeito carinhoso, e não eu ali me debatendo feito tonta. Mas tudo bem. Esqueci disso quando deitei do lado dele.

Ele veio logo com a boca na minha, e a mão subindo direto pro meu peito. O toque foi diferente de tudo que eu já tinha sentido. Os meninos até então só vinham me apalpar, me beliscar, me buzinar o peito — e isso doía, era ruim.

Jonas não. Ele pegou com a mão em concha, firme, mas cuidadoso. Apertava de um jeito que fazia o sangue ferver, como se realmente estivesse sentindo o peso, a forma, como se estivesse aproveitando cada detalhe do meu corpo. Era bom, era gostoso, era o toque que eu queria.

E aí… posso dizer que foi quando a coisa realmente começou. Ali tive certeza que não ia voltar atrás.

Foi quando minha pele encostou na dele. O calor do corpo nu dele contra o meu me fez arrepiar inteira. A pele áspera do peito roçava nos meus seios, os bicos duros raspando nele, e eu quase gemi só com isso. Eu não tinha me dado conta de como estava molhada até sentir a pressão da coxa dele roçar entre as minhas pernas. Umidade escorria, quente, me denunciando. O tesão veio sem freio. Eu me esfregava nele, sem controle, buscando mais contato. A boca dele prendia a minha, língua contra língua, e os corpos se encontravam no atrito, pele contra pele, quente contra quente.

Ele passou as mãos pelas minhas costas, descendo até a minha bunda. Apertou forte, puxando, como se quisesse me colar de vez nele. Eu arfei, o quadril se mexeu sozinho, roçando ainda mais no volume duro dentro da cueca dele. Eu não sabia onde enfiar as mãos. Segurava o braço dele, depois as costas, depois descia até a cintura, perdida, mas sem conseguir parar de agarrar, de arranhar, de puxar. O nervoso e a vontade se misturavam, e tudo que eu queria era sentir mais.

Ele afastou a boca da minha e desceu devagar, deixando beijos quentes pelo meu queixo, pescoço, até chegar ao colo. Eu já tremia de antecipação. Quando a boca dele finalmente alcançou meus peitos, senti meu corpo inteiro travar.

A língua dele passou primeiro devagar pelo contorno, desenhando círculos ao redor da auréola, sem encostar no bico. Aquilo me deixava louca. Eu me arqueava, tentando entregar mais, implorando sem palavras que ele fosse direto. O nervoso e o tesão se misturavam, meu peito subia e descia rápido, e cada arrepio parecia um choque. Então ele lambeu o bico de verdade. Só a ponta da língua tocando, lenta, fazendo cócegas, arrancando de mim um gemido que eu nem reconheci. O mamilo endureceu na hora, rígido, latejando. Ele alternava entre lambidas suaves e sugadas fortes, como se quisesse me devorar.