Capítulo 12

Eu obedecia, insegura mas excitada. A saliva escorria da minha boca e eu usava isso na mão, deixando deslizar mais fácil. Voltei a colocar a boca na cabeça, chupando o quanto conseguia sem forçar. Era quente, grosso, o peso ocupando minha boca toda. Sugava devagar, enquanto a mão fazia o trabalho embaixo, no ritmo que ele tinha me ensinado.

Cada vez que eu descia e subia, ele arfava mais fundo. E quando combinava a sucção da boca com o movimento da mão, o corpo dele tremia, o pau latejava mais, e ele soltava um “isso, porra” que me arrepiava inteira. Eu estava aprendendo ali, na prática, e ao mesmo tempo me sentindo poderosa: era eu quem deixava ele daquele jeito.

Eu estava focada ali, explorando cada textura, cada gosto, morrendo de tesão com a forma como ele gemia. Num impulso, respirei fundo e pensei em fazer o que sempre tinha visto nos pornôs. Abri bem a boca, alinhei o pau e deixei ele escorregar mais fundo, tentando engolir de uma vez.

Só que não deu como eu esperava. Quando a glande encostou no fundo da boca, a garganta fechou. Meus olhos se encheram de lágrimas na hora, ardeu, e um engasgo forte me fez tossir, tendo que recuar rápido. O pau nem tinha entrado até a metade. Eu limpei a boca, ofegante, e soltei frustrada:

— Eu sou muito ruim nisso…

Ele sorriu, passou a mão no meu rosto, carinhoso, e disse baixinho:

— Tenta de novo… tenta… não força, vai no teu ritmo.

E eu tentei. Abri de novo, respirei fundo e deixei ele deslizar até onde meu corpo deixava. Parava no meio, engasgava, voltava, mas insistia. A boca enchia de saliva, escorrendo pelo pau até minha mão, e eu usava isso pra masturbar ele junto, a língua lambendo o que não conseguia engolir.

Meu coração batia forte, entre vergonha e vontade. Eu sentia o gosto mais salgado se acentuando, o pau latejando mais duro, a respiração dele ficando rápida. Ele gemia alto agora, gemia rouco, e o quadril se movia sozinho, como se quisesse foder minha boca.

Foi quando percebi. Ele estava perto de gozar. O pau pulsava forte, a respiração era irregular, e a mão dele segurou minha cabeça com mais firmeza. Eu pensei que fosse acontecer ali mesmo, que ele fosse explodir na minha boca… mas não.

De repente, ele parou. Tirou o pau devagar da minha boca, respirando fundo, como se estivesse se segurando. O olhar dele era sério, quente, mas controlado.

Ele ia gozar, eu sabia disso. Dava pra sentir no jeito como ele ficava mais intenso, no ritmo acelerado da respiração, no pau latejando forte na minha boca. Eu estava orgulhosa, pensando que tinha conseguido levar ele até lá.

Mas, de repente, ele me fez parar. Segurou minha cabeça, tirou o pau da minha boca e eu larguei, surpresa. Ele se inclinou para trás, segurou o próprio saco e o esticou pra baixo, com uma cara de profunda agonia, como se estivesse tentando segurar uma bomba prestes a explodir. A cena foi quase engraçada.

— O que foi? — perguntei assustada, achando que tinha feito alguma besteira.

Ele respirou fundo, ainda suado, e respondeu entrecortado:

— Eu vou gozar se você continuar.

— Goza, ué… não é sobre isso? — falei inocente, sem entender muito bem.

Ele balançou a cabeça, rindo rouco.

— Não agora… quero outra coisa antes. Tá?

Eu engoli seco, o coração disparado.

— Tá… — respondi quase num sussurro.

Era isso. Era agora. Eu ia perder o cabaço.

Na hora, uma ideia boba me atravessou: e o meia nove? Eu era doida pra experimentar, tinha essa fantasia desde sempre. Mas nem tive tempo de abrir a boca pra sugerir.

Ele me puxou com força, me jogando de costas na cama. Abriu minhas pernas de um jeito decidido, firme, que me deixou até com medo de falar qualquer coisa. Eu fiquei ali, deitada, vulnerável, olhando pra cima, sabendo que não tinha mais volta.

Ele não apressava. Pincelava de novo, esfregando na minha boceta, provocando, me deixando implorar só com os gemidos. Eu mordia o lábio, o corpo inteiro trancado, sentindo que a qualquer segundo ele ia finalmente me abrir.

— Relaxa, você tem que relaxar pra não doer — ele disse baixo.

— Cala a boca, filho da puta, mete logo isso! — a frase escapou da minha boca sem filtro, nem palavrão eu falava.

— Eita — ele riu, surpreso.

E veio.

Ele se ajeitou, posicionou a cabeça bem na entrada, firme, e pressionou.

O que eu senti não dá pra explicar de forma simples. Foi um choque, um peso quente forçando passagem, um preenchimento tão grande que eu me perdi. Eu senti o todo me inundando. Era como se meu corpo fosse pequeno demais pra aquilo, e ao mesmo tempo como se eu estivesse me afogando dentro de um mundo novo inteiro. E nada disso era sobre o tamanho.

A cabecinha abriu caminho devagar, rasgando minha resistência, e o calor espalhou pelas minhas pernas, pela barriga, pela espinha inteira. Meu sexo se contraiu forte em volta dele, pulsando, apertando, e eu gemi alto, arqueando. A sensação era de estar inteira, tomada, como se finalmente algo tivesse completado o que sempre faltava.

— Entrou? — minha voz saiu fraca, quase um soluço.

Ele respirou fundo, suado, apoiado sobre mim:

— Não… calma… só a cabeça.

— Só a cabeça? Mentira… — eu mal consegui terminar a frase.

Então ele empurrou mais. Devagar, firme, afundando. Centímetro por centímetro, eu sentia cada parte entrar, abrindo, alargando, preenchendo. A cada avanço eu suspirava mais alto, às vezes gemia de dor, às vezes de prazer, tudo misturado. E então, quando ele se acomodou por cima de mim, apoiado, talvez o pau inteiro encaixado dentro, eu não era mais a mesma. A sensação era avassaladora: o corpo esticado, quente, pulsando, como se eu tivesse sido tomada por dentro e por fora.