Capítulo 13
Meu coração disparava, minha boceta latejava em volta dele, apertando, como se não quisesse soltar nunca. Eu sabia: se ele se mexesse mais uma vez, só mais uma, eu ia gozar ali mesmo.
— Diz que entrou… — pedi ofegante, minhas unhas cravando nos ombros dele, quase arranhando, ameaçando riscar a brancura da pele caso ele ousasse se mover um centímetro. — Não se mexe…
E a sensação era confusa. Não era dor, não era aquela coisa de partir ao meio que eu tanto tinha ouvido falar. Era mais como um ardor. Na entrada parecia áspero, como se tivesse areia esfregando, raspando a pele sensível a cada pequeno movimento. O desconforto estava ali, mas não era insuportável.
Na minha cabeça, hoje eu sei: eu provavelmente não estava tão estimulada quanto poderia estar. Talvez se ele tivesse me dedado antes, preparado melhor, tivesse “descolado” as coisas, o corpo teria recebido de outro jeito. Mas naquele momento, a Quica do passado não pensava nisso. Só sentia e ia. Talvez fosse só a virgindade, um resquício de hímen, talvez só o corpo aprendendo a abrir espaço. O fato é que não era dor de verdade, era só um incômodo, como se o corpo quisesse dizer: “calma, tô me ajustando.”
E junto desse incômodo vinha o oposto: o prazer absurdo de estar sendo preenchida por inteiro. O contraste era enlouquecedor. Meu sexo pulsava forte em volta do pau dele, apertando, e mesmo sem ele se mover, eu já estava à beira de um orgasmo. Era simples: se ele desse duas bombadas bem dadas, duas enfiadas firmes, eu gozava. Eu sabia disso. Estava ali, pronta, arqueando, gemendo, mordendo os lábios para não implorar.
Eu tava ali, deitada com um homem bufando, suado, em cima de mim. O peso dele, o calor da pele, o cheiro… tudo misturado me fazia pensar: meu Deus, que coisa maravilhosa é estar dando. E ele ainda estava parado. Achei que fosse de propósito, que ele estivesse esperando eu me acostumar com a coisa dele dentro de mim.
De boba, resolvi me ajeitar. Abri mais as pernas, como se fosse abraçá-lo com elas, tentando mostrar que eu queria, que tava pronta.
Foi quando ouvi um:
— Não…
— Não? — perguntei, confusa, parada.
E aí senti. O pau dele, dentro de mim, começou a pulsar. Forte. O corpo dele tremeu sobre o meu, os músculos ficaram tensos, e de repente veio aquela sensação estranha, nova, inconfundível: algo quente escorrendo dentro de mim. Não era pouco — era muito, uma onda quente, preenchendo, descendo.
— Você… gozou? — soltei quase sem acreditar.
Ele ainda tentou se mexer, empurrar, mas a sensação boa que eu tinha sentido até ali se perdeu rápido. O calor do gozo logo virou uma coisa estranha, escorregadia demais, e o pouco que ele ainda se moveu foi desajeitado, sem ritmo, torto.
E se aquilo era “meter”… bom, ele metia de um jeito muito ruim.
Eu não sabia muito bem o que fazer naquela hora. O rapaz tinha acabado de queimar a largada. Enfiado em mim, ele ficou me beijando meio sem graça, tentando disfarçar, enquanto eu sentia lá dentro o pau dele diminuindo, murchando devagar e ocupando cada vez menos espaço. Ainda era gostoso a sensação de estar cheia, mas já não era a mesma coisa — parecia que o fogo dele tinha simplesmente se apagado.
Eu fiquei ali, deitada, esperando pra ver qual ia ser o próximo movimento.
— Nossa, desculpa… é que você é muito gostosa, não consegui me segurar… — ele falou, ainda ofegante.
Foi a primeira vez da minha vida que ouvi a clássica desculpa de homem que goza rápido. Eu ia ouvir muitas vezes depois, mas ali, naquele momento, soou até engraçado.
Quando ele tirou o pau de dentro, eu pensei mentalmente: “ué… já acabou?” O corpo perguntava sozinho: “ele não vai nem querer continuar? Nem perguntar se eu queria mais?”
O que veio depois foi outra novidade. Eu senti um rio quente descendo de dentro de mim, escorrendo pelas coxas, molhando a cama. Sem controle nenhum. Uma sensação estranha, escorregadia, mas que me fez rir sozinha, boba, abobalhada, mesmo sem ter gozado.
— Quer ir no banheiro, Quica? — ele perguntou, como quem dava uma dica.
— Quero? Quero! Quero sim… — respondi rápido, mas mais pelo jeito que ele perguntou do que por vontade de ir.
A pergunta soou como uma indicação, quase uma ordem: vai lá, se ajeita. Levantei com cuidado, a mão pressionada entre as pernas pra não pingar pelo caminho. Na minha cabeça, era engraçado: eu ia até o banheiro só pra “esvaziar os filhos dele no vaso” e depois voltaria pra um segundo round, claro.
No espelho, percebi o corpo novo. A perereca ardia na entrada, sensível, como se tivesse sido lixada, doía ao toque mas era uma dor suportável. Entre os dedos, no líquido quente que escorria, vi o sêmen dele misturado com algo rosado. Pouca coisa, quase nada. Se saiu sangue, foi só um resquício.
E lá estava eu, feliz da vida, rindo sozinha, pensando: pronto, não sou mais cabaça.
Quando voltei do banheiro, ainda ajeitando a calcinha no lugar, ele já estava em pé, vestido de novo. A ficha caiu: aquilo significava que tudo tinha acabado. Não ia ter segundo round, não ia ter mais nada.
Ele veio até mim, me deu um beijo rápido, quase protocolar. E foi nesse beijo que eu só quis me vestir também. Na minha cabeça ecoava: “ah, agora eu entendo porque mulher reclama tanto… era isso. O cara gozou e não tá nem aí pra mim. Poxa, ele tinha se mostrado tão atencioso até agora.”
Gentilmente, sem grosseria, eu estava sendo expulsa da casa dele. Hora de ir embora.
Me vesti em silêncio, ainda meio perdida, pensando em tudo que tinha acabado de acontecer. A coisa toda tinha sido uma loucura insana, intensa, mas no fim… não durou nem quarenta minutos.
