Capítulo 3

Ela de repente ficou séria, largou a lata no chão e se sentou direito na cama, me olhando de um jeito mais pesado, como se tivesse decidido atravessar uma linha que a gente nunca tinha cruzado de verdade.

— E como tá sendo pra você? Tu fica com pessoa e daí? E a ereção?

Ela perguntou da ereção porque sabia que isso era o que mais me atormentava. Eu tinha uma disforia enorme com isso, me sentia esquisita, errada, exposta toda vez que ele começava a crescer. Eu nunca deixei ninguém ver ele duro. Nunca.

— Chegou perto, ele passou a mão em cima assim — fiz um gesto meio sem graça mostrando o movimento — e quando começou a ficar duro eu corri.

Ela fez uma cara triste, mas pensativa, mordendo o canto da boca como fazia quando tava processando algo grande.

— E se você me mostrar ele?

Eu olhei espantada, tentando ler na cara dela se era zoeira ou não.

— Tá maluca? Bebeu demais foi? — procurei algo pra tacar nela, mas só tinha travesseiro e cobertor, e ela já tava rindo baixo — E você já viu o Cláudio um monte de vezes.

Não, ela não tinha visto. Eu chamava ele de Cláudio, sim, eu sei que é ridículo pra caralho, mas era o jeito que eu conseguia falar dele sem surtar. Tipo dar um nome bobo pra tornar menos assustador.

— Eu tô falando sério. Você tem que vencer esse medo. Me mostra, vê como se sente.

A ideia fazia um sentido doido. Com a Jana eu ficaria confortável, ela nunca me julgou, nunca riu da minha cara por causa disso. Era a única pessoa que eu confiava pra não transformar em piada ou em nojo.

— Mas é mole né? — perguntei de forma idiota, sabendo muito bem a resposta.

— Mole tu já mostra né, Rebeca? Duro, cacete!

— E tu acha que é assim? Se eu mandar você me mostrar sua xota molhada e grelo inchado, você vai fazer o quê? Tocar uma na minha frente?

Ela torceu a cara, vendo que meu argumento batia certinho. Ficou quieta um segundo, olhando pro chão, depois pra mim de novo.

Verdade seja dita, a gente queria foder. Essa história de viajar juntas era legal e tal, aventura, liberdade, mas no fundo os hormônios estavam gritando alto demais. E agora com álcool nas veias, a cerveja soltando tudo que a gente guardava, o ar frio da serra entrando pela janela, a casa vazia, ninguém pra interromper.

Pior que aquilo me deu uma vontade louca de mostrar, exibir ele duro, lindo e reto.

Ele é todo rosa e delicado, literalmente um pau de menina, meus hormônios bagunçados deixaram ele grandalhão, mas sem aquela cara brutalizada de veia saltada e grossa. Parece mais uma extensão macia do meu corpo, sensível pra caralho, que responde a tudo. E eu tava doida pra algum ser humano que não fosse eu ver aquilo de verdade, tocar, sentir que não era só coisa da minha cabeça. O desgraçado já tava se encorpando todo, crescendo devagar dentro da calcinha apertada, roçando no tecido e me deixando arrepiada.

— Quer saber, eu mostro! — falei rápido, mas pra não parecer uma tarada completa eu agi como uma — mas você tem que me mostrar o seu xoxotão!

— O que é isso? Sessão de descoberta sexual pra crianças?

Eu ri quase não conseguindo terminar a frase.

— Os meninos têm pênis, e as meninas têm pênis também.

E caímos as duas na gargalhada, lembrando daquela fala idiota de um filme velho, aquele em que o Vingador do Futuro era um tira disfarçado em jardim de infância. A risada saiu alta, nervosa, aliviando um pouco o ar pesado que tava se formando.

— Senta aí.

Depois de mandar ela sentar na beira da cama eu corri a mão por baixo do vestido. Por um segundo pensei em voltar atrás, fingir que era zoeira, mas o coração batia forte demais e o Cláudio já tava latejando pedindo atenção. Tirei a calcinha reforçada, aquela bem apertada que eu usava pra manter tudo no lugar e não deixar as curvas surgirem quando batia um ventinho de frente. Desenrolei ela devagar dos pés, joguei pro lado e fiquei ali parada, com ele balançando livre entre as pernas na frente dela. Um nervoso e uma ansiedade me comendo por dentro, o frio da serra arrepiando a pele das coxas, mas o calor subindo todo concentrado ali.

Ela tava sentada, olhos vidrados, esperando eu levantar o vestido. Pra quebrar a tensão eu fiz uma graça: dei duas travadinhas leves com os músculos e ele pulsou forte, subindo e descendo, fazendo um volume no tecido fino do vestido, balançando o pano como se tivesse vida própria.

— Viu? O Cláudio tá vivo?

— Aí sua nojenta escrota, para com isso... — disse ela rindo do que eu tinha acabado de fazer.

Ela não tinha vergonha de mim, assim como eu não tinha muita coragem, mas pensando bem, a gente era amiga desde pequena, tinha intimidade pra caralho pra isso. E ela nunca foi do tipo que fica cutucando com curiosidade, diferente da maioria das pessoas que só querem saber do que tem entre minhas pernas. Ela nunca pediu pra ver porque sabe que eu fico incomodada com esse tipo de papo.

Aí eu levantei o vestido devagar, enrolei a barra na cintura e fiz uma pose bem sem vergonha, balançando ele meio mole pra ela poder olhar à vontade. O pau balançava pra frente e pra trás, batendo de leve nas coxas internas com um tap tap suave toda vez que eu mexia o quadril, a pele quente roçando na própria carne, ainda relaxado mas já com aquele peso gostoso.

— Amiga, isso é ele mole? Tipo, ele tá duro né?

Não tava. É que a coisa tem uns estágios. Quando a conversa vira sacanagemzinha, ele incha um pouco, fica mais grosso e comprido, mas sem ficar completamente duro. Na minha opinião fica até mais bonito assim, meio acordando, a cabeça ficando mais rosada e cheia.