Capítulo 19

Enfiei mais fundo, dedos curvando pra dentro, roçando aquele ponto que faz macho virar putinha, batendo punheta no pau dele ao mesmo tempo, mão rápida e forte. Ele babava no travesseiro, olhos revirando, boca aberta soltando gemidos altos e femininos.

— Ai... porra... Rebeca... eu nunca fiz isso, é bom...

Eu ri safada, dedos socando mais rápido, língua lambendo ao redor enquanto apertava a bunda dele com a outra mão, unhas cravando na carne dura.

— Isso, goza para mim, goza seu grandão gostoso.

Ele tremeu inteiro, pau pulsando na minha mão, jorrando grosso e quente, jatos fortes batendo no abdômen dele, escorrendo pelos músculos definidos, enquanto o cu apertava meus dedos em espasmos loucos, gemendo alto como menina perdida. Eu parei o que eu estava fazendo e comecei a lamber tudo que saiu dele, língua na barriga dura lambendo o sêmen quente e viscoso, descendo pela virilha, chupando as bolas molhadas de saliva e porra, subindo de novo pra cabeça do pau ainda latejando, sugando o resto que pingava na fenda. Eu não sabia o que eu estava fazendo, nem nunca me imaginei nessa situação, mas eu só fui me rendendo ao tesão doido que crescia dentro de mim naquele momento, boca cheia do gosto salgado dele, corpo inteiro quente e arrepiado.

Na hora eu lembrei que o lubrificante e camisinhas ficaram com a Jana, mas jamais que eu ia parar agora. Aquele homem ex-hetero ali todo entregue pra mim e eu parar pra dar tempo dele pensar que não quer mais? Eu não era louca. Subi em cima da cama, por cima dele ficando de pé, e num único movimento arranquei calcinha e short, meu pau voou cortando o ar e juro que eu ouvi o barulho quando ele saltou pra fora, duro, dependurado e imenso, balançando pesado entre minhas pernas, veias saltadas pulsando, cabeça rosada inchada brilhando de pré-gozo.

Quando ele terminou de se ajeitar sentado na cama, ele riu meio nervoso, levantando a bundinha de leve reclamando do incômodo. Eu logo pensei: "amigo, se meus dedos causaram esse incômodo tu vai ver quando o Cláudio entrar em você até o talo". Passei a mão no rosto dele me dando tempo pra respirar e percebi o quanto ele era bonito, ainda por cima tinha um cheiro bom, suor limpo misturado com perfume caro que subia quente. O corpo dele nu era lindo. Eu nunca gostei de bombadões, e continuo não gostando muito, mas tenho que admitir que é bonito de se ver. E ver ele assim, todo pra mim, passivo... Meu Deus!

— Isso é tudo novo pra você, né? — perguntei vendo o nervosismo dele.

— Sim, eu nunca... — ele interrompeu a fala e começou a olhar pra porta.

Eu percebi que por um instante ele travou, parecia que se lembrou do amigo, e pra não deixar que ele amarelasse, peguei meu pau pelo meio, ergui até o rosto dele e ordenei.

— Abre a boca.

Quando meu pau tocou os lábios dele, minhas pernas tremeram. Nossa, eu pude sentir o calor da respiração vacilante dele na cabeça. Me forcei pra frente um pouco e senti o molhado quente da boca dele recebendo. O boquete dele era diferente da Jana, tinha culpa, medo. E talvez por isso era gostoso. Aquele cara me chupando me deu ainda mais tesão e eu comecei de forma feminina rebolar, o quadril mexendo devagar, entrando cada vez mais conforme ele ia permitindo. Minha mão ajeitava os cabelos curtos dele carinhosamente enquanto ele chupava lento, molhado, língua tímida rodando na glande.

Mas o tesão subiu rápido demais. Segurei a cabeça dele com as duas mãos, dedos enroscando firme no cabelo curto, e comecei a meter. Primeiro devagar, sentindo a boca quente se abrir mais, depois mais fundo, mais rápido. O pau escorregava na saliva dele, batendo na língua, no céu da boca, entrando até encostar na garganta. Ele arregalou os olhos na hora que a cabeça bateu no fundo, garganta se contraindo, sufocando, um som engasgado saindo pelo nariz. Lágrimas escorreram nos cantos dos olhos dele, rosto vermelho, veias saltando no pescoço, mas ele não recuou. Eu meti mais forte, segurando a cabeça dele no lugar, quadril socando ritmado, pau indo e voltando molhado de baba, barulho molhado enchendo o quarto.

Ele gemeu abafado, corpo tremendo, mãos subindo pras minhas coxas como se pedisse misericórdia. Parou um segundo, boca cheia, olhos implorando expulsando o meu pinto de sua boca ao som de engasgos:

— Para um pouco... tá exagerando... tá batendo na garganta... eu não aguento...

Eu ri safada do meu feito, o pau ainda pulsando na frente da boca dele, latejando forte, babando na cama inteira. Afastei a cabeça devagar, deixando ele tomar um ar, vendo a saliva escorrendo pelo queixo dele e eu com o pau brilhando todo babado na frente do rosto vermelho dele.

Me sentei no colo dele encostando o Cláudio no pau dele, ele não era pequeno, mas perto de mim parecia um pinto anão. Eu segurava os dois colados meio que nos masturbando juntos, pele quente roçando pele, pré-gozo misturando e deixando tudo escorregadio. Ele olhou pra baixo e começou a rir baixinho, voz nervosa, mas carinhosa.

— Tu deve matar muito cara de inveja com esse pau, garota.

— É grande né? — Falei convencida.

Nós dois ficamos ali de frente um pro outro comparando o tamanho dos dois e curtindo aquela punhetinha diferente, lenta, sem pressa. Mas eu sabia que um grande elefante branco estava naquele quarto agora:

Quem ia comer quem?

Eu tinha medo de tentar comer ele e não entrar, eu nunca tinha comido um cu na vida e dar, eu não tinha certeza se estava pronta, morria de medo de doer, passar um cheque ou me machucar. Ele, por motivos óbvios, eu sei que estava morrendo de medo de mim pelo tamanho.

Mas eu confesso que essa incerteza foi boa. Passado o frenesi louco, a gente ficou se beijando devagar, boca aberta, língua dançando preguiçosa, saliva trocando gostoso. Ele tocava meus seios com carinho, polegar roçando o mamilo devagar, depois chupando um de cada vez, língua quente circulando a auréola, sugando leve como se quisesse me fazer derreter. Apertava minha bunda com as duas mãos grandes, dedos massageando a carne macia, me puxando mais contra ele. Falava bobeirinhas no meu ouvido com a voz baixinha e doce.

— Você é linda pra caralho... esses olhos cinza me pegam sabia...

Ele confessou nessa hora que realmente nunca tinha feito nada com homem, mas que tinha alguma curiosidade guardada há anos.

— Se fosse com uma travesti eu acho que rolaria — foi o que ele disse.

Quando ele explicou isso, com muito jeito, eu entendi. Muito homem tem vontade de dar a bunda, mas morre de medo. Ele não era gay, ele apenas queria explorar seu corpo e não há nada de errado nisso. E foi então que eu soltei a bomba pra ver se matava o elefante.

— Então, quer tentar...?

— Tentar? O que? — falou como se não soubesse o óbvio...

— Transar mesmo, tipo... — falei fazendo um gesto indecente de penetração com os dedos, empurrando devagar no ar, sorrindo safada mas carinhosa.

Ele ficou quieto um segundo, olhando pros meus olhos, depois desceu o olhar pro meu pau ainda duro encostado no dele. Respirou fundo, rosto vermelho, mas sorriu torto.

— Quero... mas devagar, tá? Você é enorme, Rebeca... me promete que vai com calma?

Eu beijei a boca dele de novo, suave dessa vez, língua entrando devagar, mão subindo pro rosto dele, acariciando a barba rala.

— Prometo. A gente vai no seu tempo, meu grandão. Se doer, a gente para. Eu só quero que seja bom pra você... pra nós dois.

Ele assentiu, olhos brilhando de tesão misturado com confiança, e me puxou mais perto, beijando meu pescoço devagar, sussurrando.

— Tá bom... me mostra como é... eu confio em você.