Capítulo 21
Estávamos os dois morrendo de tesão, mas era só o outro soltar uma palavra e a gente já emendava em outro assunto. Estávamos muito nervosos pra continuar com aquilo e de tanto enrolar ficamos só conversando, os dois pelados meio duros em cima da cama de pernas cruzadas de frente um pro outro na maior naturalidade. Nisso eu fiquei sabendo mais sobre ele, que eles tavam ali pra um evento de crossfit da faculdade de educação física, e que eles deveriam estar lá essa hora.
E eu confesso que por mim até preferia ficar conversando com ele que transando, me julgue se quiser. Era agradável fica com ele, eu sou, eu sou apaixonadinha e já tinha queimado a largada, mas estava tão gostoso. Ele tinha um sorriso bonito demais e parecia me aceitar como eu sou. Mas aí no meio dos risos, ouvimos a voz do amigo dele seguida de uma porta batendo.
— Ahn vai se foder, fresca pra do caralho...
Eu peguei o short e taquei por cima de mim e corri largando a porta aberta para ver o que acontecia, fui direto pro quarto onde eu sabia que a Jana estava. Passei a mão na maçaneta, antes dei uma respirada fundo com medo do que eu ia encontrar quando abrisse a porta. Sei lá, o cara podia ter batido nela. Girei a maçaneta e empurrei a porta me anunciando com muita tranquilidade.
— Sou eu... — olhei para dentro procurando algo diferente — posso entrar?
Jana estava de costas vestindo uma blusa sobre o corpo nu e me olhou por cima do ombro com cara de sofrida. Ela não falou nada, entrei em silêncio encostando a porta e me sentei na cama vendo ela arrumando as coisas espalhadas pelo chão.
Ela estava em silêncio e o silêncio ficou.
Sabe quando a pessoa está com um ódio tão grande que se você der bom dia pra ela o mundo explode? Então, eu fiquei ali sentada esperando um bom tempo até que ela quisesse falar.
— Cara, que sujeitinho merda, maldita hora que eu fui ficar com ele.
Jana fechou os punhos com tanta força que as unhas cravaram na palma, rosto vermelho, olhos faiscando como se quisesse sair correndo atrás dele pra dar uns tapas. Soltou um gritinho abafado, daqueles que saem rasgados da garganta quando a raiva não cabe mais no peito.
— Rebeca, eu ia dar pra ele, era só ele ir devagar. Só isso. Eu falei que tava ardida e sabe o que ele disse?
Ela mudou a voz pra grossa, imitando a cara dele na perfeição, lábios torcidos em deboche puro.
— Ih! Transou sem camisinha e pegou doença meu bem? Vou te chupar não hein?
Eu fiquei quieta, só concordando com a cabeça, sentindo o mesmo aperto no peito que ela.
— O cara chupava meu peito parecendo que ia arrancar uma teta fora, do nada me enchia de tapa. Tapas que ardiam pra caralho, como se eu fosse obrigada a gostar da dor.
— Poxa amiga, não teve nada de bom?
— Rebeca, nada. Ele só é bonito. O beijo dele é só ok e mais nada. Sujeito apressado pra porra, e eu não podia falar pra ele que você tinha me arrombado mais cedo. Eu ia falar o quê? — ela cruzou os braços forte, peito subindo e descendo rápido, olhos fixos nos meus revelando o dilema inteiro — aí o cara imaginou logo que eu tinha uma creca na buceta, é foda viu?
Corri os olhos por debaixo da porta e já senti um frio na espinha, tipo um pressentimento ruim. A casa é pequena pra caralho, as paredes finas que nem papel, qualquer cochicho vaza. A Jana, que tava terminando de me contar a merda toda, viu meu olhar grudado ali e entendeu na hora. Parou o que tava fazendo, seguiu meu olhar até a porta entreaberta.
— Ainda tem essa... — ela dobrou a última peça de roupa e jogou em cima da cama, sentou do meu lado pesando o colchão. — Amiga, não se prende por mim não.
Falou ignorando o fato de provavelmente estar sendo ouvida do outro lado da porta.
— Não Jana, eu dispenso ele. Não faz sentido te largar sozinha aqui num buraco sem internet direito só pra eu ficar trancada no quarto com o cara.
— A gente divide ele, amiga! — soltei rindo, tentando aliviar o clima. — Ele é grandão, tem pra nós duas.
— Grandão... na altura ou... — ela falou num tom mais leve agora, já fazendo aqueles gestos com as mãos, abrindo os braços e os dedos tipo medindo comprimento, olhos brilhando de curiosidade safada.
— Posso dizer que os dois. Ele é enorme, tudo nele parece pequeno perto do corpo, mas o pau dele é grandinho sim, e bonito pra caralho. Rosado, veias bonitinhas, cabeça inchada daquele jeito que dá vontade de chupar só de olhar.
— Manda ele me mostrar, amiga.
— Sai sua piranha! — caí na gargalhada, dando um tapa leve no braço dela enquanto ela ria junto, jogando a cabeça pra trás.
Como eu previa, alguém bateu na porta e foi a Jana que gritou logo:
— Eeeentra!
O homenzarrão entrou quase abaixando a cabeça pra passar pelo umbral baixo, com aquele risinho bobo de quem pede licença pra invadir. O safado tava só de cueca boxer, o tecido esticado marcando tudo, e eu já fiquei meio puta porque a Jana tava ali só com uma blusinha larga por cima do corpo nu, nada por baixo, as coxas de fora e tudo.
— Eu ouvi ele saindo, vim ver se você tá bem. Se ele te fez alguma coisa... — ele fez uma cara de menino mau que até eu me surpreendi, tipo protetor de mentira, mas com um brilho nos olhos que entregava força.
— Não, tudo bem... ele só foi babaca. Nada demais... — ela respondeu olhando pra ele, se ajeitando na cama, puxando a blusa um pouquinho pra baixo como se quisesse cobrir mais, mas no fundo só chamando atenção. — Mas obrigada, tá, moço grande.
Ele veio e sentou do meu lado sem cerimônia, passou um braço pelas minhas costas e me puxou que nem saco de batatas pro colo dele, como se eu não pesasse nada. Meu corpo inteiro colou no peito duro dele, as costas nas costas dele, e eu senti o calor subindo na hora.
— Nossa, a Rebeca perto de você é muito pequenininha — disse a Jana rindo, mas eu conhecia aquela risadinha dela, era de piranha pura. Ela não tava nem um pouco interessada na diferença de tamanho entre nós dois, tava era olhando pro volume na cueca dele e imaginando coisa.
Sentada ali no colo dele, nem deu tempo de eu me aninhar direito que já senti algo ficando duro que nem pedra bem embaixo da minha bundinha. Ele olhava pra Jana enquanto me apertava mais contra ele, as mãos grandes descendo devagar pelas minhas coxas, abrindo um pouco, me encaixando melhor no colo. O pau dele pulsava forte contra o tecido fino da cueca, roçando na minha bunda por cima do shortinho, e eu fiquei só olhando pra cara dele, vendo o que o sujeito pretendia com aquele negócio crescendo e latejando daquele jeito. Meu Cláudio respondeu na hora, inchando devagar dentro da calcinha, babando de um jeito que já molhava tudo, e eu mordi o lábio pra não gemer baixo na frente deles dois.
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