Capítulo 9
Barbara agarrou meus quadris com as duas mãos, unhas cravando na carne suada. Puxou pra trás e socou de novo, mais rápido, mais fundo. O ritmo virou selvagem: entrava até a base, saía quase todo, voltava com força. Cada estocada fazia minhas bolas balançarem, meu pau duro bater na barriga, deixando fios grossos de porra voando.
— Isso… empina mais… rebola pra mim, viadinho… — ela rosnava, voz carregada de poder e desejo.
Eu obedecia sem pensar. Empinava mais alto, arqueava as costas, rebolava devagar no começo, depois mais rápido, sentindo o pau falso mexer dentro de mim, roçando em todos os lugares certos. O prazer subia em ondas quentes, elétricas.
— Mais rápido… porra… bate lá no fundo… — orientei, sem vergonha nenhuma. — Gira o quadril… isso… bem aí… não para… mais forte… me come …
Ela obedeceu. Girava o quadril em círculos largos enquanto metia, o silicone pressionando a próstata sem piedade. Cada giro mandava um raio direto pro meu pau, que latejava inchado, babando sem parar. Meu corpo inteiro tremia, músculos contraindo, cu apertando forte em volta dela a cada estocada.
— Vai gozar assim, né? — ela sussurrou, voz rouca. — Só levando no cu… sem encostar na rola…
— Acho que sim… tá vindo… caralho… tá vindo forte…
Ela apertou meus quadris com mais força, unhas cravando fundo na pele suada, e meteu até o talo. Ficou lá dentro, imóvel por um segundo, só girando o quadril devagar, em círculos preguiçosos e precisos, pressionando exatamente aquele ponto inchado que fazia meu corpo inteiro se contorcer. Meu abdômen travou, o peito subiu e desceu em espasmos curtos, as pernas tremeram como se fossem ceder. O prazer veio como uma onda violenta: subiu da base da espinha, explodiu na barriga, espalhou-se pelo peito e explodiu no pau sem que ninguém o tocasse.
Gozar foi inevitável. Jatos grossos, quentes, quase dolorosos de tão intensos, voaram alto, pingando no lençol amarrotado, escorrendo pela minha barriga, respingando até no queixo. Gemi longo, rouco, um som que começou baixo e virou quase um grito abafado contra o travesseiro. O cu piscava descontrolado em volta do pau falso, apertando e soltando em espasmos ritmados, como se quisesse sugar cada gota de prazer que ainda restava. Meu corpo inteiro tremia, pernas moles, braços sem força, ondas quentes me atravessando de ponta a ponta até eu não aguentar mais e cair para frente, morto.
O silicone escorregou para fora com um som molhado e obsceno. Meu cu latejou vazio de novo, ardendo gostoso, sensível ao ar frio do quarto. Enterrei a cara no travesseiro, o cheiro de suor, lubrificante e gozo invadindo as narinas. A vergonha veio em seguida, pesada, quente, grudando na pele como o sêmen que escorria pela barriga. O que ela ia pensar de mim agora? Do macho que gemia como vadia, que rebolava pedindo mais, que gozava só de levar no cu?
Barbara se jogou ao meu lado na cama, o colchão afundando com o peso dela. Senti as unhas vermelhas traçando linhas lentas pelas minhas costas, subindo e descendo pela espinha suada, um carinho preguiçoso e satisfeito. Ela ria baixinho, aquele risinho de quem acabou de vencer.
— Caramba, garoto… eu nunca te vi assim…
Ri sem graça, um riso curto e desanimado. Virei o rosto devagar, ainda meio enterrado no travesseiro, e olhei pra ela com os olhos preocupados, quase infantis.
— Tu deve estar achando que teu namorado é viado nessa porra, né?
Ela se endireitou na hora. O sorriso sumiu, a cara fechou. Conhecia aquele olhar: era o mesmo que ela fazia quando eu começava a ficar nervoso, quando a raiva antiga ameaçava subir. Respirou fundo, como se escolhesse as palavras com cuidado.
— Que viado o quê, Leo? Você tá com a sua mulher. Ninguém vai saber de nada. Isso fica entre a gente.
Fiquei olhando pra ela, tentando sair da poça quente e pegajosa que eu mesmo tinha feito no lençol. O corpo ainda tremia de leve, o cu pulsando devagar, lembrando de cada estocada. Então me lembrei do que ela tinha dito antes, quando eu tava de quatro, empinado, implorando.
— Quem você tá pensando em trazer?
Ela fez uma careta torta, meio sem graça, como se tivesse sido pega no flagra. Desviou o olhar pro teto, mordeu o lábio inferior — aquele tique dela quando ficava nervosa ou mentia mal.
— Ninguém, amor. Eu falei por falar. Pra apimentar, pra te deixar nervoso… pra ver você ficar todo arrepiado e pedir mais.
Mas o jeito que ela falou foi rápido demais. A voz saiu um pouquinho mais aguda, os olhos não voltaram pros meus. Eu conhecia ela bem demais pra engolir aquilo de primeira.
Fiquei quieto, respirando pesado, o coração ainda disparado. O quarto cheirava a sexo, a suor, a lubrificante doce. Meu pau amolecia devagar na barriga, sujo e sensível. O cu latejava vazio, uma lembrança quente e incômoda de tudo que tinha acontecido.
— Tu quer trazer um homem pra me comer, foi isso? É isso que você quer?
As palavras saíram secas, afiadas, como se eu precisasse jogar sal na ferida aberta que a gente tinha acabado de criar. Meu instinto de merda, aquele que sempre aparece pra destruir tudo que tá bom, subiu pela garganta e cuspiu tudo sem filtro. Eu via o rosto dela mudar: o brilho safado sumindo, os olhos endurecendo, a boca apertando numa linha fina.
— Leo, você vai começar a brigar por causa de uma coisa que eu falei no sexo? — A voz dela saiu baixa, controlada, mas eu sentia o cansaço por baixo.
— Não, eu só quero saber. Tu quer dar pra outro ou quer ver um homem me comendo? Fala logo…
Ela respirou fundo, peito subindo e descendo devagar. Me olhou por um segundo longo demais. Aquele olhar penetrante, quase de pena. Pena de mim. Pena do babaca que eu era. E eu merecia cada gota daquela pena, porque no fundo eu sabia: eu tava cagando com tudo de novo. A noite tinha sido perfeita, o corpo ainda latejava de prazer, o cu ardia gostoso de tanto ser preenchido, e eu mesmo queria — queria pra caralho — que aquilo continuasse, que ela chamasse alguém, que um pau de verdade me abrisse, me fizesse gemer como vadia de verdade. Mas aí veio o medo, o velho Leo enrustido, o macho de merda que não aguenta se entregar sem brigar.
— Eu vou trocar de roupa.
Ela se levantou de uma vez, mãos tremendo de leve enquanto arrancava o cintaralho do corpo. O silicone preto caiu no chão com um baque surdo, ainda brilhando de lubrificante e de mim. Ela nem se preocupou se ia usar de novo. Foi arrancando as meias sete-oitavas, a cinta-liga, o sutiã de renda, jogando tudo pelo caminho como se quisesse se livrar da cena inteira. Cada peça caindo no piso de madeira fazia um som pequeno, seco, que ecoava no silêncio pesado do quarto.
Meu pau amolecido repousava na coxa, sensível, e o cu pulsava devagar, vazio de novo, reclamando da ausência. Pensei em como eu tinha sabotado tudo. Ela me deu a porta aberta, a fantasia crua que eu punheteava escondido, e eu mesmo fechei a porta na cara dela. Sempre faço isso. Sempre cago com o que é bom.
Ela ficou o final de semana inteiro planejando — a gente ia ficar na cama, na varanda, na cozinha, repetir tudo devagar, sem pressa. Mas agora eu via ela decidindo encurtar. Quando saiu do banheiro, já estava vestida: jeans justo, camiseta larga, cabelo preso num rabo de cavalo molhado, cara limpa de maquiagem, olhos vermelhos de quem segurou choro ou raiva. Veio até o quarto, pegou a bolsa preta do chão e começou a jogar as coisas dentro com movimentos rápidos, quase raivosos.
— O que foi? Qual o seu problema? — perguntei, voz baixa, tentando soar menos babaca do que eu me sentia.
Ela parou, mão dentro da bolsa, e me olhou de cima. Os olhos claros faiscando.
— Meu problema, Leo, é que eu tô cansada já. E olha… se você quer brigar, procura outra pessoa. Eu não quero por hoje não. Faço tudo pra te agradar, tudo. Eu me exponho, eu compro, eu preparo, eu te dou o que você nunca pediu em voz alta… e você? Nada. Só devolve isso na minha cara. Então fica na tua.
As palavras bateram como tapa. Ela fechou o zíper da bolsa com força, jogou no ombro e parou na porta do quarto. Virou de lado, silhueta iluminada pela luz fraca do corredor.
— Eu te amo, seu idiota. Mas eu não aguento mais ser a única que tenta. Quando você quiser ser honesto consigo mesmo… e comigo… aí me liga. Até lá, boa noite.
Ela saiu. Ouvi os passos dela pelo corredor, a porta da frente abrindo e fechando com um clique suave, quase triste. O carro ligou lá fora, faróis cortando a escuridão da rua, e depois silêncio. Só o barulho distante das ondas batendo na praia e o latejar surdo no meu cu, lembrando de tudo que eu tinha perdido naquela noite.
Levantei devagar, pernas moles. Fui até a janela, abri uma fresta. A casa do lado tava escura, mas uma luz fraca acendeu no quarto da frente. Vi a silhueta do Guilherme passando, camiseta larga, short folgado, cabelo bagunçado. Ele parou na janela, olhou pro mar, depois pro lado da minha casa. Por um segundo nossos olhares se cruzaram na escuridão — ou talvez eu tenha imaginado.
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