Capítulo 41
Eu quase ri. Não me importava que soubessem. Estranhamente, a ideia de todo mundo na escola saber que eu dava, não me dava medo. Me dava um frio na barriga misturado com calor. O risco instigava. Sempre instigava. O que me preocupava mesmo era que os amigos dele eram uns moleques. Uns garotos de treze, quatorze anos, que não sabiam o que fazer com a mão. Eu precisava de alguém que me pegasse de verdade, que me deixasse tremendo, que me fizesse esquecer o vazio por mais que cinco minutos.
— Mas olha… — ele continuou, voz mais baixa, como se estivesse testando o terreno — eu vou trazer o Breno aqui.
Eu levantei o olhar na hora.
— O Breno?
— É. Ele é repetente, bem mais velho. Tem fama de comedor, é o que as meninas dizem, não ele. E… ele não é de falar besteira por aí. Pelo menos não que eu saiba.
Fiquei quieta, sentindo o clitóris dar uma pulsadinha só de imaginar. Breno.... eu nem sabia quem era o moleque mas a ideia já me excitava.
— Quando? — perguntei, voz rouca, sem conseguir disfarçar o interesse.
Jonathan deu um sorriso torto, daqueles que misturavam cumplicidade e malandragem.
— Hoje, se ele quiser. O pai não tá em casa mesmo, como sempre. Eu falo que é pra jogar videogame, ele vem, eu dou uma saída “pra comprar comida”… e deixo vocês sozinhos.
Eu não respondi na hora. Aquilo seria uma coisa que também marcaria minha vida, meu irmão seria meu futuro cafetão, e esse Breno seria apenas o primeiro de muitos.
— Tá bom — falei baixo, aceitando por falta de opção.
Ele riu baixo, balançou a cabeça.
— E você? Não quer? — Eu deveria era ter colocado uma teta para fora para ver se ele se animava mais, mas só falei — eu deixo você escolher...
Ele me olhou desanimado.
— De noite, tá? De noite...
E eu sai para fora do quarto dele para me arrumar para ir para o colégio, meio frustrada com a rejeição dele e com um fogo me consumindo inteira. Na verdade eu não estava com nenhuma vontade de ir para aula. Eu queria era dar para alguém. Hoje tinha um evento de educação física, algo assim, uma gincana, que eu não queria ir nem um pouco. O que me animava era encontrar a Val e poder ficar fofocando com ela.
Juntei minhas coisas devagar, enfiei os fones nos ouvidos, joguei a mochila pesada nas costas e entrei no ônibus como todo dia. Lotado, é claro. Sempre lotado. Eu tinha esse hábito idiota de me posicionar bem no meio do corredor, no ponto onde todo mundo precisa passar roçando. Não era coincidência. Eu parava ali de propósito. Os homens iam e vinham, ombro batendo no meu, quadril encostando, às vezes um braço “sem querer” roçando minha bunda. De vez em quando um mais abusado passava devagar demais, pressionava o pau duro contra mim por uns segundos, ou deixava a mão escorregar pela minha coxa antes de seguir em frente. Eu ficava quieta. Não reagia e nem virava. Só sentia o calor subindo.Eu gostava de deixar eles se esfregarem em mim. Era como se eu fosse invisível mesmo, mas ao mesmo tempo o centro de tudo que ninguém admitia. Mais pra frente eu conto direito sobre um cara que pegava o mesmo ônibus todo dia e ficava cada vez mais ousado. Ele sabia que eu deixava.
Cheguei na escola e já senti algo errado. O pátio estava mais vazio que o normal. Rostos conhecidos sumidos. Caminhei até a quadra coberta — nada. Nem um aluno, nem um professor, nem barulho de bola. Silêncio total.
— Ué… hoje não tinha evento de educação física? — falei alto, só pra ouvir minha própria voz ecoar nas paredes vazias.
Ninguém respondeu. Ninguém estava lá.
Fui andando devagar até o banheiro feminino embaixo da arquibancada. Aquele lugar sempre foi meio escondido, meio esquecido. Perfeito. Se a quadra estava vazia, pelo menos eu podia tocar uma siririca em paz. Entrei, escolhi a cabine do fundo — a mais afastada, a que ninguém usa. Tranquei a porta. Pendurei a mochila no gancho enferrujado. Desabotoei o jeans largo, puxei ele junto com a calcinha até o meio das coxas. A pele arrepiou com o ar frio batendo direto na buceta já molhada do ônibus. Sentei na tampa do vaso, pernas um pouco abertas, moletom subindo na barriga magra.
Peguei o celular por reflexo, abri o grupo da turma. Mensagens rolando desde ontem à noite. “Galera, mudou pra unidade B.” “Ônibus sai 7<15>15>.” “Confirmem quem vai.” Eu nem tinha olhado o grupo. Nem respondi. Nem vi.
— Caralho… — murmurei, quase rindo de raiva e alívio ao mesmo tempo.
Todo mundo na outra unidade e eu aqui com um banheiro só meu.
Guardei o celular no bolso da mochila sem nem pensar direito. A mão direita já estava descendo devagar entre as pernas. Os pelos aparados roçaram na palma, a pele sensível deu um estalo. Comecei a circular o clitóris devagar, olhos semicerrados, respiração saindo pela boca. Relaxada. Sem pressa. Achando que não tinha ninguém no mundo inteiro pra me ver ou me ouvir. O prazer subia morno, preguiçoso, enquanto eu relaxava ficando mole. Dedos molhados deslizando, quadril mexendo de leve contra a tampa fria, sem perceber que o corpo já estava pedindo mais, mais rápido, mais fundo.
Eu não me mexia quase nada. Só ficava ali sentada na tampa fria, pernas um pouco abertas, quadris imóveis, deixando os dedos fazerem todo o trabalho. Era assim que eu gostava!
Aumentei a pressão. Dois dedos agora deslizando pelos grandes lábios, abrindo eles de leve, sentindo o molhado escorrer pela entrada. Entrei com um dedo na frente, devagar, curvando pra dentro, batendo naquele ponto que fazia a barriga contrair. O clitóris latejava forte sob o polegar, cada círculo mandando um estalo elétrico pelas coxas, subindo pros bicos duros que roçavam o tecido da camiseta. A respiração ficou curta, pela boca, quente contra o ar parado do banheiro.
Um gemido baixo escapou, rouco, abafado na garganta. “Hmm…” — quase um suspiro. Depois outro, mais longo, quando enfiei o segundo dedo. A buceta apertou em volta deles, molhada escorrendo pela palma, pingando devagar na tampa do vaso. Eu mordia o lábio inferior com força, olhos semicerrados, corpo inteiro relaxado mas tenso ao mesmo tempo. O prazer crescia devagar, concentrado, quente, sem pressa de acabar.
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